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Política Deputado anti-Temer retirado da CCJ diz que foi tratado como “corno”

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Deputado Major Olímpio afirmou que foi o "último a saber". (Foto: Reprodução)

Sacado do cargo de titular da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara por seu partido, o Solidariedade, o deputado Major Olímpio (SP) afirmou nesta terça-feira (27) que foi tratado como “corno”, o “último a saber”, e afirmou que irá votar a favor da denúncia criminal apresentada contra Michel Temer. Olímpio, que faz duros ataques ao governo, perdeu a vaga de titular para o líder do partido, o deputado Áureo (SD-RJ).

A mudança faz parte de uma operação dos governistas para assegurar o apoio a Temer na comissão, que analisará a denúncia criminal apresentada nesta segunda-feira (26) pela Procuradoria-Geral da República.

“Ficou demonstrada aquela máxima de que o corno é o último a saber. É uma coisa muito chata, fiquei estarrecido”, disse Olímpio, afirmando ter sabido da decisão pela imprensa. O Solidariedade diz que a troca nada tem a ver com o caso de Temer.

Mesmo deslocado para a suplência da comissão, Olímpio compareceu à sessão desta terça-feira (27) e voltou a criticar o governo, de forma enfática: “Safadeza! Vergonha, Temer!”. Segundo ele, a “orcrim” —termo que os investigadores usam para se referir a organizações criminosas— que ele diz ter se abrigado sob a chefia de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva continua “mais do que viva” sob Temer.

A sessão da CCJ desta terça foi tomada por discursos da oposição favoráveis a que a Câmara autorize o prosseguimento da denúncia contra Temer. Inclusive deputados de partidos da base governista, como Betinho Gomes (PSDB-PE).

“Os deputados vão ter que decidir aqui se afundam junto no barco de Temer ou se resgatam as relações com a sociedade”, afirmou a deputada Maria do Rosário (PT-RS). (Folhapress)

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