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Brasil Deputado do Rio de Janeiro está preso, primeiro suplente também, e o segundo suplente substitui um prefeito preso

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Dos 70 deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, seis estão presos. (Foto: Divulgação)

Um deputado do Rio de Janeiro está preso, seu primeiro suplente também, e o segundo substitui um prefeito preso. Coronel Jairo (SD), reserva de Anderson Alexandre (SD), foi preso por suspeita de corrupção e fraude em licitações, e também está atrás das grades.

Com Anderson Alexandre e Coronel Jairo de fora, a vaga deveria ser ocupada pelo atual prefeito de Niterói, Paulo Bagueira, que concorreu nas eleições de outubro como deputado. Ele é o segundo suplente da coligação.

Reserva do reserva

O vereador Bagueira era presidente da Câmara Municipal de Niterói e assumiu o Executivo após a prisão do prefeito Rodrigo Neves, já que Niterói não tinha um vice. Quando vereador, Bagueira foi citado em uma escuta investigada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).

Nas gravações telefônicas, ele é apontado como responsável por negociar compra de votos no Morro do Cavalão, em 2016. Segundo o MP, “inúmeras” conversas entre traficantes apontam para pagamentos em espécie de votos feitos por ele.

Em nota, Bagueira não adiantou se vai assumir a vaga na Alerj e negou qualquer irregularidade. “Paulo Bagueira afirma que no momento está centrado no trabalho de administrar o município de Niterói e que qualquer decisão será tomada no momento oportuno, de acordo com o que prevê a legislação. Bagueira ressalta que nunca foi convidado ou convocado para prestar esclarecimentos sobre a denúncia e que não é alvo de inquérito”.

Operação Furna da Onça

Coronel Jairo era deputado estadual e foi preso no exercício do mandato na Operação Furna da Onça. Ele é suspeito de receber uma mesada de R$ 50 mil da organização criminosa liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral (MDB), mas nega com “veemência” as acusações.

Anderson, o titular do mandato, é suspeito de receber propina de empresários em obras públicas. Os dois parlamentares são do Solidariedade (SD). Em nota, o partido disse confiar na Justiça e respeitar o “devido processo legal e a ampla defesa”.

Dos 70 deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, seis estão presos. Cinco dos presos já eram deputados e foram reeleitos: André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius Neskau (PTB). Eles foram presos em novembro, acusados de integrarem esquema de corrupção.

Renovação

Metade da Alerj foi renovada na última eleição. Apesar de 64% dos atuais deputados terem concorrido à reeleição, apenas 35 dos 45 candidatos obtiveram sucesso nas urnas.

Aumentou de 24 para 28 o número de partidos na Casa. A bancada que mais cresceu foi a do PSL, do presidente Jair Bolsonaro, que passou de dois deputados para 12 – a maior bancada da Alerj. Quem mais perdeu foi o PDT, que caiu de sete para três deputados; o PP, de seis para dois; e o MDB, de oito para cinco parlamentares.

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