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Política Deputado federal cassado, Deltan Dallagnol presta depoimento à Polícia Federal sobre críticas ao Tribunal Superior Eleitoral

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"Todas as perguntas feitas pela Polícia Federal foram respondidas", informou a assessoria de Deltan.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Determinação é de pagamento de R$ 135,4 mil ao presidente da República como indenização por danos morais. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O deputado cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR) prestou depoimento à Polícia Federal (PF), nesta segunda-feira (5), sobre as críticas feitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele foi ouvido como investigado.

A audiência por videoconferência durou cerca de uma hora e meia. O depoimento estava marcado na semana passada, mas foi adiado a pedido da defesa. O advogado argumentou que não sabia da investigação e pediu tempo para se inteirar do caso.

“Todas as perguntas feitas pela Polícia Federal foram respondidas por Deltan”, informou a assessoria de Deltan ao final do depoimento.

O TSE cassou o ex-procurador da Lava-Jato, em um julgamento unânime no mês passado. Dallagnol já recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar manter o mandato. As chances de vitória, contudo, são remotas.

Enquanto aguarda um desfecho sobre o seu futuro político, o deputado não poupa críticas ao TSE. Ele afirmou, por exemplo, que o ministro Benedito Gonçalves, corregedor da Justiça Eleitoral, que liderou o julgamento, teria trocado a decisão pela possibilidade de uma vaga no STF.

“O ministro condutor do voto trouxe um voto que objetiva entregar a minha cabeça em troca da perspectiva de fortalecer a sua candidatura ao Supremo”, disse Dallagnol em entrevista.

O ex-procurador da Lava-Jato afirma que a entrevista foi concedida na condição de deputado e está protegida pela imunidade parlamentar.

A defesa voltou a pedir nesta tarde que o sigilo do caso seja levantado. O relator do inquérito no STF é o ministro Alexandre de Moraes.

Dallagnol foi o deputado mais votado pelo Paraná. Atos em defesa do ex-procurador foram organizados em Curitiba e em São Paulo. Apoiadores do ex-chefe da Lava-Jato também têm criticado o Tribunal Superior Eleitoral. Cartazes erguidos nos protestos afirmam que as vozes de seus eleitores foram caladas e que “perseguição política não é justiça”.

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3 Comentários
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Luciano Santos
5 de junho de 2023 20:57

Nesse ritmo nem o Patati e Patatá conseguirãom escapar das garras do supremo!

Vanderlei Ochoa
5 de junho de 2023 22:39

Extrema direita bolso-terrorista =golpista…age assim mesmo,.

Vanderlei Stefani
5 de junho de 2023 22:50

Aprenda DD, quem com ferro fere, com ferro será ferido.

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