Quinta-feira, 12 de março de 2026
Por Redação O Sul | 10 de julho de 2025
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou, na terça-feira (8), uma polêmica em torno da nomeação de uma designer de sobrancelhas para seu gabinete na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Em vídeo divulgado em suas redes sociais, o parlamentar rebateu críticas de opositores e negou que a profissional tenha sido contratada para exercer funções estéticas.
“Sim, eu contratei. Ela tá aqui. Mas não pra fazer minha sobrancelha. E dá pra ver, ó. Porque se for contratada pra isso, tá demitida”, disse Nikolas, em referência as suas sobrancelhas. No vídeo, o deputado criticou publicações que questionaram o vínculo funcional da designer.
A funcionária em questão é Brennda Luiara Lima Liberato. Ela está no gabinete do parlamentar mineiro desde maio do ano passado e tem remuneração mensal de cerca de R$ 3,8 mil.
Nikolas ainda comparou o caso ao de Erika Hilton (Psol-SP), deputada federal que foi alvo de comentários após ser revelado que a parlamentar contratou dois maquiadores como assessores. “A diferença é que ela contratou uma maquiadora pra maquiar ela. Eu contratei ela pra ser a minha secretária. Ou seja, eles são contra as pessoas acenderem na vida? Terem outra profissão?”, confrontou.
Na mesma fala, disse que a designer poderia, eventualmente, “dar uma moral” em sua sobrancelha, mas reforçou que isso não faz parte das atribuições do cargo. “É inacreditável como eles fazem de tudo pra poder ter narrativa pra poder me desgastar, mas tenta na próxima. E vou ver, vai que nas horas vagas ela pode dar uma moral (nas sobrancelhas) também”, ironizou.
Embate
Em outra frente, um embate entre os deputados federais mineiros Nikolas Ferreira e André Janones (Avante) causou tumulto no plenário da Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (9). A confusão começou quando Nikolas discursava na tribuna e foi interrompido por gritos e manifestações de Janones, o que levou à reação de parlamentares da direita, que cercaram o adversário político. A situação precisou ser controlada por seguranças da Casa.
Durante o episódio, Nikolas seguiu falando “escoltado” por colegas de bancada, enquanto a Polícia Legislativa atuava para conter os ânimos no plenário.
“Para todo o Congresso Nacional, eu acho que tem algo que une a esquerda e a direita: ninguém gosta do Janones, acho que é unânime. Isso aqui, reduz o parlamento e faz o com que aquilo que nos acusam – de estar querendo ‘like’, de tentar gravar vídeo para gerar polêmica – ele o faz desta forma. É impossível falar assim. Peço à esquerda, que sempre fala em democracia, tome conta dessa pessoa”, disse Nikolas.
A confusão ocorreu enquanto a Câmara discutia o projeto que cria cargos no Superior Tribunal Federal (STF). Nikolas usava o tempo de fala para defender a política do presidente norte-americano Donald Trump, que anunciou uma taxação extra de 50% sobre produtos brasileiros. O deputado atribuiu a decisão ao presidente Lula (PT) e ao Supremo Tribunal Federal. Janones, ao reagir, começou a gravar vídeos e gritar com o colega, interrompendo a fala e gerando o tumulto.
Após intervenção dos seguranças e retirada de Janones do plenário, Nikolas concluiu seu pronunciamento com críticas ao comportamento do adversário. “Tenho debates com muitos de esquerda aqui. Acredito que tem que ter o debate, tem que ter o ataque de ideias, mas isso aqui é uma vergonha”.
A assessoria de André Janones foi acionada, e afirmou que o deputado foi agredido fisicamente por parlamentares bolsonaristas. “Hoje, numa investida para me silenciar, um grupo de bolsonaristas covardes, entre eles os deputados Rodolfo Nogueira, André Fernandes, Delegado Paulo Bilynskyj, Delegado Caveira, Zé Trovão, Carlos Jordy, me cercaram no Plenário da Câmara, no momento em que criticava o deputado Nikolas Ferreira”, disse Janones.
“Fui agredido fisicamente para que não seguisse com as críticas. Estou neste momento formalizando uma queixa crime e na sequência farei o exame de corpo de delito. Não tenho medo de extremistas e eles jamais me calarão!”. As informações são dos jornais O Estado de Minas e O Tempo.
Os comentários estão desativados.