Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2026
O deputado estadual Guto Zacarias (União-SP) pediu ao Ministério Público Federal a abertura de um inquérito para investigar suspeitas de irregularidades cometidas pelo governo Lula por conta de repasses feitos pela União a uma escola de samba de São Paulo que homenageou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Carnaval. O texto enviado à procuradoria cita uma reportagem da revista Veja, que revelou o caso.
O caso envolve a escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, que recebeu 250.000 reais da gestão petista por meio de um convênio firmado com o Ministério da Justiça na gestão de Ricardo Lewandowski. O ex-ministro mantém relação histórica com o MST.
O dinheiro transferido para a escola de São Paulo saiu dos cofres do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, que é alimentado com recursos arrecadados sobre multas aplicadas pela União. O presidente da Acadêmicos do Tatuapé, Eduardo dos Santos, disse que a verba do Ministério da Justiça foi usada para realizar cursos.
No Portal da Transparência, o governo informa que as verbas da Defesa Nacional são destinadas ao fortalecimento das manifestações que “promovam a reparação de danos e a promoção das populações e territórios com altos índices de violência e vulnerabilidade social”.
Guto Zacarias argumentou que há claros indícios de irregularidade na utilização de recursos públicos para a promoção do MST, que, segundo ele, fomenta uma série de ações criminosas e violentas. “A controvérsia reside na possível utilização de verbas públicas para a promoção, ainda que indireta, de movimento social de natureza política e ideológica, o que pode configurar desvio de finalidade”, diz um trecho da ação apresentada pelo parlamentar.
Ele afirma ser muito estranho que haja repasses desse tipo justamente para uma escola que homenagearia um movimento que é parceiro histórico do PT. Zacarias pediu ao MPF a instauração de um inquérito para investigar possíveis irregularidades na destinação dos recursos, além de posterior ajuizamento de uma ação de improbidade administrativa contra os responsáveis pela liberação. As informações são da revista Veja.
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