Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de outubro de 2017
O vice-líder do PCdoB na Câmara dos Deputados Rubens Pereira Jr. (MA) apresentou nesta segunda-feira ao STF (Supremo Tribunal Federal) um mandado de segurança pedindo a anulação de um ato da Mesa Diretora da Casa que decidiu pela votação unificada da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).O parlamentar pede que a votação, prevista para a quarta-feira, ocorra de maneira individualizada para cada acusação contida na denúncia: duas contra Temer, uma contra Padilha e outra conta Moreira Franco.”O desejo do governo é ter uma votação única, rápida, onde todos os seus aliados possam dar um voto envergonhado, tímido e veloz”, disse o deputado.
“O nosso desejo é de que essa votação seja individualizada para que cada cidadão possa acompanhar o posicionamento do seu parlamentar e o mais importante, que a gente possa individualizar as condutas, individualizar a responsabilização.”
A previsão é que o plenário da Câmara inicie na terça-feira a discussão da denúncia para votá-la na quarta-feira. Na semana passada, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou, em votação unificada, o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomenda a rejeição da denúncia contra os três acusados.Denunciado por participação em organização criminosa e obstrução da Justiça, Temer foi gravado pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS/Friboi, em uma conversa na qual, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), deu aval à compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Essa segunda denúncia contra o presidente também o aponta como chefe de organização criminosa formada por integrantes do PMDB, incluindo Padilha e Moreira.
A primeira denúncia contra Michel Temer, por corrupção passiva e também feita pelo então procurador-geral Rodrigo Janot com base na delação da J&F, holding que controla a JBS, foi rejeitada pela Câmara no início de agosto.
Pelas regras da Constituição, a denúncia só tem prosseguimento se essa for a vontade de 342 deputados.
Há ampla expectativa de que a denúncia será barrada no plenário da Câmara dos Deputados, mas aliados de Michel Temer trabalham por um placar amplamente favorável ao presidente, de forma a sinalizar que o governo ainda conta com apoio no Congresso Nacional para tocar sua agenda.
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