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Política Deputados articulam proposta de emenda à Constituição para reduzir a idade mínima em candidaturas

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O texto também propõe alterar a barreira etária para outras candidaturas.

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Proposta abrange o período desde 2019. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz de 35 para 30 anos a idade mínima para candidatos a presidente da República e ao Senado está sendo articulada na Câmara dos Deputados. O parlamentar Eros Biondini (PL-MG) tem recolhido assinaturas para protocolar o texto, que também propõe alterar a barreira etária para outras candidaturas.

Apesar da repercussão nas redes sociais, o texto ainda não é oficialmente uma PEC. Para se tornar uma matéria em tramitação na Câmara, a proposta terá de reunir as assinaturas de, no mínimo, 171 dos 513 deputados. Até o momento, a equipe do parlamentar afirma ter conseguido 101 apoios.

Segundo a sugestão de PEC distribuída por Biondini:

* candidaturas a presidente, vice-presidente e senador passariam a ter como requisito 30 anos de idade, contra os 35 atuais;

* candidaturas a governador e vice-governador estariam condicionadas a uma idade mínima de 28 anos, ante os 30 definidos atualmente;

* e candidaturas a deputado federal ou estadual e prefeito ficariam liberadas para quem tiver 20 anos – hoje o requisito é ter 21 anos.

Por trás do movimento que tenta emplacar a PEC, estão as ambições eleitorais de partidos e políticos com bom desempenho nas redes. Congressistas que apoiam o texto apresentado por Biondini avaliam que, com a mudança, legendas conseguiriam eleger nomes impossibilitados pela idade mínima.

É o caso de João Campos (PSB), que completará 32 anos em 2025, prefeito do Recife e mencionado como possível candidato ao governo de Pernambuco. E também do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que fará 29 anos, que poderia alçar voos maiores dentro da sigla, como uma candidatura ao Senado.

O autor da proposta defendeu que a mudança é necessária por uma “óbvia necessidade de modernização da legislação eleitoral”. Eros Biondini afirmou que não há qualquer “interesse pessoal” no avanço da ideia. Ele disse que, caso virasse parte da Constituição, o texto “beneficiaria mais ao Nikolas”.

“[A proposta é] o reconhecimento do protagonismo dos jovens em todas as áreas da sociedade, inclusive na política. Temos expoentes importantes de ambas as linhas ideológicas, como o prefeito de Recife e deputado Nikolas Ferreira”, disse.

Nas últimas décadas, a redução da barreira etária para candidaturas foi tema de outras propostas no Congresso. Na Câmara, uma PEC que reduzia a 30 anos a idade mínima para candidatos a presidente foi apresentada pela então deputada Manuela d’Ávila, em 2007. À época, ela justificou que as regras desestimulavam a participação de jovens na política.

Em 2015, o texto de Manuela foi anexado a um conjunto de propostas de alteração na Constituição que acabaram virando uma reforma política aprovada pelos deputados. A PEC, aprovada em dois turnos pela Câmara em julho daquele ano, reduzia as idades mínimas para os cargos de deputado estadual ou federal; de senador e de governador.

Todas essas mudanças acabaram caindo durante a análise da PEC pelo Senado, ainda em 2015. Os senadores decidiram votar essas alterações em uma proposta em separado, o que nunca ocorreu.

A aprovação de alterações na Constituição tem um longo caminho na Câmara e no Senado. Nas duas Casas há uma barreira inicial para a apresentação de PECs, que determinam um número mínimo de apoios. Se não houver disposição do comando das Casas em acelerar a análise, há um amplo debate, que pode levar bastante tempo. Isso pode frustrar os planos de aliados de Nikolas e João Campos.

Na Câmara, após conquistar os apoios necessários e apresentar a proposta, a discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa é a primeira etapa do caminho até a aprovação.

A CCJ analisa a admissibilidade da proposta – sem avaliar e fazer mudanças no mérito (texto) da proposta. Se aprovada, é enviada para uma comissão especial. Cabe à comissão especial analisar o mérito e propor alterações à proposta.

Depois da passagem pela comissão especial, a PEC fica apta a ser votada pelo plenário. Lá, a proposta precisa reunir ao menos 308 votos favoráveis, em dois turnos de votação. As informações são do portal de notícias g1.

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5 Comentários
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Anderson Cardoso da Silva
11 de fevereiro de 2025 00:59

No relatorio o candidato tem que provar conhecimento e diploca de doutorado..chega de analfabeto no governos federal..estadual e municipal…a farra da corrupçao chegou ao fim..

Did Dlc
11 de fevereiro de 2025 10:00

Nicolas o terror da cumpanherada…

Vanderlei Stefani
11 de fevereiro de 2025 01:10

A extrema direita quer o chupetinha pra presidente kkkkkkkk

Glaucio Dos Santos Brum
11 de fevereiro de 2025 01:31

Deveriam, sim, era exigir escolaridade, ficha limpa e comprovação de competência e qualificação para os cargos políticos.

João Fernando Zacher
11 de fevereiro de 2025 12:59

O que tem que exigir é um mínimo de escolaridade para impedir que qualquer ANALFABETO vigarista e ladrão possa, com suas trapaças, assumir o poder com sua quadrilha, sem um mínimo de conhecimento social e político. Que com dedicação, pense primeiro no seu povo e não desviar dinheiro para nações amiguinhas e obter ajuda para implantar regimes ditatoriais empobrecendo cada vez mais seu próprio povo.

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