Sexta-feira, 22 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de maio de 2026
O deputado Mario Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil em 2025.
Foto: Roberto Castro/MTurDeputados federais destinaram ao menos R$ 4,6 milhões em emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, obra inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso passou a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após questionamentos sobre a destinação dos recursos públicos e a possível relação indireta com a produção cinematográfica.
Os valores foram enviados para duas entidades controladas pela empresária Karina Ferreira da Gama, que também comanda a produtora GoUp Entertainment, responsável pelo longa-metragem. As verbas tiveram como destino o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), organizações que receberam recursos para projetos culturais, esportivos e educacionais.
De acordo com reportagem publicada pelo UOL, o deputado Mario Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil em 2025. Parte da verba foi indicada para programas de empreendedorismo, enquanto outra parcela seria utilizada no projeto “Lutando pela Vida”, voltado à oferta de aulas de jiu-jítsu em Pirassununga, no interior paulista.
Além disso, outros R$ 2,6 milhões foram destinados à Academia Nacional de Cultura por parlamentares ligados ao PL. Entre os nomes citados estão Bia Kicis, Marcos Pollon, Alexandre Ramagem e Carla Zambelli. Os recursos foram indicados para a produção da série documental “Heróis Nacionais — filhos do Brasil que não se rende”.
O caso chegou ao STF após representação apresentada pela deputada Tabata Amaral, que apontou suspeitas sobre a rastreabilidade dos recursos e um possível desvio de finalidade das emendas parlamentares. A parlamentar argumenta que existe um “ecossistema” de empresas e entidades interligadas sob o comando da empresária responsável pela produção do filme.
O ministro Flávio Dino, relator do caso no STF, determinou a abertura de um procedimento separado para apurar os repasses e solicitou explicações dos parlamentares envolvidos. A investigação ocorre no âmbito das ações que discutem transparência, rastreabilidade e controle das chamadas “emendas Pix”.
Os deputados negam irregularidades e afirmam que os recursos foram destinados legalmente para projetos culturais e sociais. A assessoria de Mario Frias declarou que as emendas seguiram todos os procedimentos legais e não possuem relação com o financiamento do filme. Bia Kicis também negou qualquer vínculo entre os repasses e a produção de “Dark Horse”.
O governo de São Paulo informou que parte dos repasses destinados à ANC foi suspensa por pendências técnicas e documentais da entidade beneficiada. Enquanto isso, o STF continua analisando a origem e a destinação final dos recursos públicos envolvidos no caso.
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Mais um corrupto de estimação da extrema direita
Dinheiro público nosso , para esses desgraçados roubarem! Até quando???
A máscara da direita golpista aos poucos vai caindo. E o dinheiro do povo indo para o ralo.
Depois é o Lulinha que roubou dinheiro público!
Por que Vorcaro não construiu escolas e hospitais. Teria feito algo bom né? E não num filme com atores estrangeiros e em inglês.
Porwue a justiça não coloca esses ladrões na cadeia??
Mais um ladrão mentiroso!
Extrema direita atolada na corrupção, os bebedores de detergente ainda defendem os marginais
Tudo errado nesse Brasil, uns colocando dinheiro em shows de cantores que não precisam, outros em filmes que não ajudam o Brasil em nada , enquanto isso não tem para hospital, infraestrutura, segurança, em quem acreditar desses políticos que não ajudam em nada no progresso do Brasil , é só rolo e conversa fiada
E pior, ninguém vai preso!