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Geral Desemprego cresce em oito Estados e só cai em um; Rio Grande do Sul tem alta

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No Rio Grande do Sul, a taxa de desocupação foi estimada em 5,8% para o 1º trimestre de 2024. (Foto: EBC)

A taxa de desemprego no País teve aumento em oito das 27 unidades da Federação na transição do quarto trimestre de 2023 para o primeiro trimestre de 2024, conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). No Rio Grande do Sul, a taxa de desocupação foi estimada em 5,8% para o 1º trimestre de 2024, o que representa um aumento de 0,6 p.p. em relação ao 4º trimestre de 2023.

Apenas no Amapá houve uma redução na desocupação. O estado nortista, único com queda na comparação trimestral, saiu de 14,2% no 4º tri de 2023 para 10,9% no 1º tri de 2024.

A taxa de desocupação no País subiu para 7,9% no primeiro trimestre de 2024, um aumento de 0,5 ponto percentual (p.p.) na comparação com o quarto trimestre de 2023.

A população desocupada no Rio Grande do Sul foi estimada em 364 mil pessoas, 12,0% maior (mais 39 mil pessoas) que a do trimestre anterior e estável frente ao mesmo trimestre de 2023.

Na capital, Porto Alegre, 6,1% das pessoas na força de trabalho estavam desocupadas, enquanto na Região Metropolitana a taxa foi de 7,2%. Ambas ficaram estáveis tanto na comparação trimestral quanto na anual.

A taxa de desocupação por sexo no Rio Grande do Sul foi de 4,7% para os homens e 7,2% para as mulheres. Já a taxa por cor ou raça se mantém abaixo da média estadual (5,8%) para os brancos (5,0%) e acima para os pretos (8,6%) e pardos (8,2%).

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (10,9%) segue sendo a maior entre os níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 7,0%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (2,9%).

Já o contingente de pessoas ocupadas (5,9 milhões) não teve alteração significativa em nenhuma das comparações. Da mesma forma, se mantém estável o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), estimado em 62,2%.

A taxa composta de subutilização foi de 13,2% no 1º trimestre de 2023, 1,7 p.p. acima tanto da taxa do trimestre imediatamente anterior quanto do mesmo trimestre em 2023. A população subutilizada total, estimada em 854 mil pessoas, cresceu 15,6% (mais 115 mil pessoas) frente ao 4º trimestre do ano passado e 15,0% (mais 111 mil) frente ao 1º.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (265 mil) ficou estatisticamente estável frente ao trimestre anterior, mas aumentou em 30,5% (mais 62 mil) em relação ao mesmo trimestre no ano passado. A população fora da força de trabalho (3,2 milhões de pessoas) se mantém estável, tanto no trimestre quanto no ano.

Quanto ao tempo de procura por trabalho, 15,1% da população desocupada estavam procurando por trabalho há 2 anos ou mais. Esse percentual era de 17,4% no 4º trimestre de 2023 e de 16,5% no 1º. Por outro lado, 23,4% da população desocupada buscava trabalho há menos de um mês. Essa proporção era de 15,0% no trimestre anterior e de 15,2% no 1º trimestre de 2023.

A população desalentada (76 mil pessoas) ficou estatisticamente estável nas duas comparações, assim como o percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (1,2%).

No 1º trimestre de 2024, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) foi estimada em 6,3 milhões de pessoas, sem alteração significativa no trimestre ou no ano.

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