Sábado, 10 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 29 de fevereiro de 2016
O que mais impressiona nos últimos dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE, que abrange as seis maiores regiões metropolitanas do País, é o alto nível de desocupação da população jovem, de 18 a 24 anos. A taxa de desemprego entre esse grupo, que já era elevada em dezembro (16,5%), saltou para 18,9% em janeiro deste ano.
No cômputo geral, incluindo todas as faixas etárias, o desemprego subiu de 6,9%, em dezembro, para 7,6%, em janeiro, a maior taxa para o mês desde 2009 (8,2%). Nota-se, porém, que, entre os jovens, a variação da taxa de um mês para outro foi de 2,4 pontos porcentuais a mais, enquanto, no índice geral, a variação foi de 0,7 ponto.
Isso revela uma situação parecida com a de países europeus mais afetados pela debacle econômica de 2008/2009, alguns dos quais tiveram uma taxa de desemprego entre os jovens de 25% da PEA (População Economicamente Ativa). Diante das expectativas negativas quanto à evolução da economia nacional a médio prazo, tornou-se bastante comum ouvir de jovens brasileiros que desejam ou têm planos para deixar o País em busca de emprego. A faixa menos afetada é a de trabalhadores com idade entre 25 a 49 anos (desemprego de 6,5%).
Pode-se argumentar que, sendo janeiro um mês em que o ritmo de atividade é geralmente mais fraco, muitas pessoas já em idade de trabalhar deixaram de procurar emprego no período. Porém, os dados dizem o contrário. O total de pessoas em busca de vagas cresceu 8,4% na passagem de dezembro de 2015 para janeiro de 2016, 146 mil candidatos a mais que em período similar do ano anterior. (AE)