Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de junho de 2015
A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País foi de 6,7% em maio, o quinto aumento consecutivo, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (25). Trata-se do maior índice desde julho de 2010 (6,9%), retornando, portanto, ao período anterior ao do primeiro governo Dilma (2011-2014). Considerando meses de maio, é a maior taxa desde 2010 (7,5%).
A taxa de desemprego registrada em maio de 2015 superou, portanto, a do mesmo mês em 2014 (4,9%) e a registrada em abril deste ano (6,4%). Para o IBGE, contudo, a taxa ficou estatisticamente estável em relação a abril deste ano. Até então, a maior taxa de desemprego do governo Dilma tinha sido registrada no início de seu primeiro mandato, em março de 2011 (6,5%).
Mais de uma vez, a presidenta Dilma se referiu ao baixo desemprego recorde no País como uma prova do sucesso de suas políticas econômicas. Durante campanha eleitoral no Rio, em 20 de outubro de 2014, a mandatária disse que as eleições colocavam de lados opostos os que defendem os empregos e os que desempregaram. O resultado foi ligeiramente acima do esperado por economistas consultados pela agência Bloomberg, que projetavam, em média, uma taxa de 6,6% para o mês.
O mercado de trabalho foi um dos últimos a ceder na atual crise. A taxa de desemprego tem sido pressionada neste ano pelo menor número de pessoas empregadas e o aumento da procura por emprego. A menor busca por vagas foi um dos responsáveis por manter a taxa de desemprego baixa em 2014.
O IBGE só considera desempregado quem efetivamente procura emprego. O quadro de piora de maio havia sido antecipado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que registrou o fechamento de 115 mil vagas formais, pior resultado para o mês desde 1992.
População desocupada
A população desempregada nas seis regiões cresceu em 38,5% na comparação entre maio de 2014 e maio de 2015, para 1,6 milhão de pessoas. É a maior variação percentual anual da população desocupada da série histórica da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE, iniciada em 2003. (Folhapress)
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