Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de setembro de 2015
A escalada do dólar tem sido firme e constante. Nos 12 meses encerrados na sexta-feira, a valorização da moeda norte-americana em relação ao real chegou a 71,57%. Um ganho maior para o mesmo período só ocorreu em março de 1999, de acordo com cálculos da consultoria Tendências. No ano em que o País abandonou a âncora cambial, o dólar havia se valorizado 91,6% em relação à divisa brasileira.
A mudança de patamar do câmbio está provocando uma desorganização momentânea da economia e impactando diretamente o cotidiano das pessoas e das empresas. Espera-se, por exemplo, que a desvalorização do real seja um caminho para o Brasil sair da atual recessão, por meio do impulso nas exportações e pela consequente melhora do setor externo.
“Quanto mais depreciado o câmbio, mais competitivos vão estar os produtos tanto para a exportação como domesticamente”, avaliou Bruno Lavieri, economista da Tendências.
A desvalorização do real também desestimulou quem pretendia encher as malas com produtos de outlets em uma viagem ao exterior. “Quando o dólar estava 3,35 reais, as pessoas não se assustavam. Quando passou de 3,60 reais, elas começaram a fazer contas”, destacou o vice-presidente de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Agentes de Viagens, Leonel Rossi Junior. Segundo a associação, a demanda para viagens no exterior caiu 10% neste ano. “A procura só não foi menor porque houve uma queda significativa no preço das passagens”, disse Rossi Junior. Com a disparada da moeda americana, o dólar turismo em espécie está na casa dos 4 reais. Já no cartão pré-pago, com imposto maior, já ultrapassou 4,20 reais em algumas casas de câmbio. Com isso, muitos têm optado por mudar o destino das férias. (AE)
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