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Mundo Devastada por terremoto e tsunami, a Indonésia confirmou 844 mortos

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As autoridades continuam os trabalhos de busca e resgate de sobreviventes e vítimas, enquanto técnicos trabalham para restabelecer os serviços básicos. (Foto: Reprodução)

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, começou nesta segunda-feira (01) a coordenar uma possível ajuda internacional para os sobreviventes do terremoto e do tsunami que sacudiram a ilha de Sulawesi e devastaram as cidades de Palu e Donggala. O país enfrenta saques aos mercados e também enterra seus mortos em valas comuns.

O último balanço oficial indica que 844 pessoas morreram após a tragédia de sexta-feira (28). O desastre também deixou 540 feridos e 16.732 deslocados. O número de vítimas, no entanto, ainda não é definitivo e pode aumentar. As autoridades continuam os trabalhos de busca e resgate de sobreviventes e vítimas, enquanto técnicos trabalham para restabelecer os serviços básicos.

“O presidente Jokowi nos autorizou a aceitar ajuda internacional para a urgente resposta e assistência após o desastre. Estou coordenando a ajuda do setor privado”, disse o chefe do conselho para os investimentos do governo, Tom Lembong, nas redes sociais. Lembong acrescentou que as Forças Armadas, o Ministério de Exteriores e outras instituições ajudam a coordenar o setor público.

Valas comuns

A Indonésia começou nesta segunda-feira a enterrar em valas comuns os mortos. O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho, disse que a fossa será aberta nos arredores de Palu. Sutopo acrescentou que a decisão de abrir a vala comum foi tomada para prevenir a propagação de epidemias e que nela serão enterradas as vítimas que tenham sido identificadas.

O aeroporto de Palu está em funcionamento para voos comerciais, embora as autoridades tenham avisado que será dada prioridade à ajuda humanitária. O Ministério de Saúde do país se encarrega de abastecer de pessoal e material médico uma região onde faltam especialistas em ortopedia, cirurgiões gerais, neurocirurgiões, anestesistas e enfermeiras.

Saques

Biscoitos, fraldas, botijões de gás: em um supermercado com os vidros quebrados, homens e mulheres enchem sacolas com tudo que encontram pela frente e afirmam que saquear é a única opção, pois a ajuda não chega à cidade indonésia de Palu.

“Não recebemos ajuda, precisamos comer. Não temos outra opção para comer”, afirmou um morador da cidade durante um saque. “As lojas estão fechadas e os mercados vazios”, disse Eddy, de 33 anos. “Assim, temos que saquear uma loja depois da outra”.

As autoridades indonésias anunciaram que não pretendem punir os saqueadores e que os proprietários de estabelecimentos comerciais serão compensados. “Solicitamos [aos distribuidores] Alfamart e Indomaret que deixem que as pessoas peguem os produtos. Devem registrar tudo e nós pagaremos, não será um saque”, afirmou o ministro do Interior, Tjahjo Kumolo, em um comunicado.

Dois dias depois do terremoto de 7,5 graus de magnitude, seguido de um tsunami que atingiu a região, falta de tudo na cidade: comida, água e combustível. E centenas de pessoas invadem supermercados e postos de gasolina. “É uma crise. Não há alimentos, não há nada”, afirma um morador desesperado. “Precisamos desesperadamente de algo para comer e de água”.

A ajuda chega de modo lento. As autoridades estão transportando cozinhas móveis com capacidade de proporcionar 36.000 refeições diárias. Também prometeram milhares de colchões, cobertores e pacotes de macarrão instantâneo.

Mas para os moradores os mantimentos demoram a chegar. Alguns policiais, posicionados diante do mercado, observam o saque, mas ante a situação caótica nem tentam intervir. Em um posto de gasolina, um grupo tenta retirar o combustível de um estoque subterrâneo.

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