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Política Dez advogados são presos na Bahia por ligação com grupos criminosos

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Ação investiga atuação de grupos envolvidos em tráfico de drogas, aquisição, circulação, posse e guarda de armas de fogo de facções. (Foto: Reprodução)

A Operação Sintonia de Gravata, que tem como objetivo desarticular um esquema que envolve facções com atuação no sistema prisional, cumpriu 21 mandados de prisão nessa sexta-feira (3), em seis cidades baianas. Entre os alvos, estão dez advogados presos na ação e 12 detentos já custodiados.

A ação investiga a atuação de grupos criminosos envolvidos em tráfico de drogas, aquisição, circulação, posse e guarda de armas de fogo de facções, além da articulação entre integrantes custodiados e agentes em liberdade.

Inicialmente, apenas nove dos advogados buscados tinham sido localizados. O décimo foi preso no final da tarde dessa sexta, após ser encontrado escondido em uma residência na cidade baiana de Marcionílio Souza

Ao longo do dia, também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Eunápolis, com diligências nos municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Feira de Santana, Serrinha e Barreiras.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos notebooks, celulares e documentos diversos que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação da eventual participação de outros envolvidos.

Alvos

Os advogados presos na ação atuam para diversos chefes de facções criminosas. Eles ainda não têm defesa constituída no processo.

* Maria Tereza Novaes Martins

Atuaria em favor de Victor de Freitas Silva, conhecido como “Da Jega”, um dos chefes da organização criminosa Comando Vermelho (CV), com atuação em Feira de Santana.

* Izabela da Silva de Oliveira

Atuaria em favor de Averaldo Ferreira da Silva Filho, conhecido como “Averaldinho”. Ele é integrante e um dos chefes da organização criminosa Bonde do Maluco (BDM), com atuação principal na cidade de Salvador.

* Luan Mascarenhas de Souza

Atuaria em favor de Francisleno de Jesus Nunes. Os crimes pelos quais ele responde não foram detalhados.

* Icaro Cardoso Viana

Atuaria em favor de Gleidson Bomfim do Nascimento, Ademilton Mercês Alves e Délcio Douglas Silva Oliveira. Esse último é conhecido como “Vaqueiro”, um dos chefes do BDM.

* Luã Santos da Costa

Atuaria em favor de Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido como Léo Gringo, um dos chefes do BDM na Bahia, e de Wesley Willian Alves dos Santos. No caso desse último, não foram detalhados os crimes pelos quais ele responde.

* Fernanda Oliveira Borges

Atuaria em favor de Marlos Araújo Souza Junior, conhecido como “Bolão, CRM, JR”. Ele é vinculado à organização criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), com atuação principal em Senhor do Bonfim, no norte da Bahia.

* Tamires Felix Alves Silva

Atuaria em favor de Décio Douglas Silva Oliveira, o “Vaqueiro”, do BDM.

* Maria Mariana Batista de Oliveira

Atuaria em favor de Fabio Santana Oliveira, conhecido como “Panda” e apontado como um dos chefes do CV, com atuação principal na região de Capim Grosso; de José Lucas Silva Rocha, o “Índio”, integrante do CV, com atuação na cidade de Eunápolis, no extremo sul; e Victor de Freitas Silva, o “Da Jega”, um dos chefes da facção em Feira de Santana.

* Raiza da Silva

Não é de conhecimento a quem ela se dirigia.

* Joanderson Almeida dos Santos

Não é de conhecimento a quem ele se dirigia.

Comunicação

De acordo com os promotores de Justiça do Gaeco, as investigações identificaram a atuação de facções criminosas estruturadas e com atuação regional, responsáveis pela prática de tráfico ilícito de entorpecentes, circulação de armas de fogo e articulação entre grupos criminosos, com reflexos diretos na segurança pública baiana.

Ainda de acordo com os promotores, os elementos reunidos indicam que essas organizações mantinham um sofisticado esquema de comunicação clandestina que permitia a continuidade das atividades criminosas mesmo com chefes custodiados em unidade prisional de segurança máxima, por meio de um núcleo externo responsável por intermediar a transmissão de ordens entre integrantes presos e membros em liberdade.

A investigação também detalhou a atuação de advogados que, mediante abuso das prerrogativas da classe, teriam burlado o isolamento e incomunicabilidade com o meio externo imposto em presídio de segurança máxima, para viabilizar a gestão de facções criminosas por seus chefes presos, que também foram alvos das medidas.

Segundo as apurações, esses profissionais exerciam papel estratégico na transmissão de mensagens, na consolidação de decisões e no acompanhamento das atividades criminosas. (Com informações do portal de notícias g1)

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