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Política Dezesseis pessoas são investigadas e seis foram presas em operação contra suposta fraude em dados de vacinação de Bolsonaro

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Segundo a PF, grupo falsificou dados em sistemas do Ministério da Saúde. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nessa quarta-feira (3), para apurar um suposto esquema de fraude em dados de vacinação envolvendo ajudantes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem 16 alvos de busca e apreensão. Seis pessoas também foram presas.

Segundo a PF, houve fraude na carteira de vacinação de Bolsonaro. Ele é um dos alvos de mandado de busca e apreensão, que foi cumprido na casa onde ele mora, no Jardim Botânico, no Distrito Federal. Agentes apreenderam o celular dele.

Os alvos de busca são:

  • Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Mauro Cesar Barbosa Cid, tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Gabriela Santiago Ribeiro Cid, esposa de Mauro Cid;
  • Gutemberg Reis de Oliveira, deputado federal pelo MDB-RJ;
  • Luís Marcos dos Reis, sargento do Exército, ex-integrante da equipe de Mauro Cid;
  • Farley Vinicius Alcântara, médico que teria envolvimento no esquema;
  • João Carlos de Sousa Brecha, secretário de Governo de Duque de Caxias (RJ);
  • Max Guilherme Machado de Moura, segurança de Bolsonaro;
  • Sergio Rocha Cordeiro, segurança de Bolsonaro;
  • Marcelo Costa Câmara, assessor especial de Bolsonaro;
  • Eduardo Crespo Alves, militar;
  • Marcello Moraes Siciliano, ex-vereador do RJ;
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros, candidato a deputado estadual pelo PL-RJ em 2022;
  • Camila Paulino Alves Soares, enfermeira da prefeitura de Duque de Caxias;
  • Claudia Helena Acosta Rodrigues Da Silva;
  • Marcelo Fernandes de Holand.

Já os seis presos nesta quarta são:

  • tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • policial militar Max Guilherme, segurança de Bolsonaro;
  • militar do Exército Sérgio Cordeiro, segurança de Bolsonaro;
  • secretário de Governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha;
  • sargento do Exército Luís Marcos dos Reis, ex-integrante da equipe de Mauro Cid;
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros, candidato a deputado estadual pelo PL-RJ em 2022.

Defesas

Jair Bolsonaro: o ex-presidente da República afirmou que não tomou vacina e que não houve adulteração nos registros de saúde dele e da filha. “Nunca me foi pedido cartão de vacina em lugar nenhum, não existe adulteração da minha parte. Eu não tomei a vacina, ponto final. Nunca neguei isso”, disse.

Mauro Cid e família: dizem que vão se manifestar quando tiverem acesso aos autos do processo.

Marcelo Siciliano, ex-vereador do Rio: o político disse que foi surpreendido por agentes da Polícia Federal em sua casa e teve o celular apreendido, mas não sabe o motivo da operação. Disse também que está à disposição para dar esclarecimentos.

Claudia Helena Acosta Rodrigues da Silva: disse que não vai se manifestar porque a investigação está sob sigilo.

João Carlos Brecha, secretário de Governo de Duque de Caxias: não se manifestou, assim como os outros citados.

Esquema

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, no inquérito que apura uma milícia digital contra a democracia. Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

Segundo a PF, os suspeitos inseriram dados vacinais falsos sobre covid em dois sistemas exclusivos do Ministério da Saúde: o do Programa Nacional de Imunizações e da Rede Nacional de Dados em Saúde.

A corporação afirma que o objetivo era emitir certificados falsos de vacinação para pessoas que não tinham sido imunizadas e, assim, permitir acesso a locais onde a imunização é obrigatória.

A apuração aponta que os documentos fraudados teriam sido usados para a entrada de comitivas de Bolsonaro nos Estados Unidos, onde o ex-presidente permaneceu entre janeiro e março deste ano.

Além do certificado de Bolsonaro, também teriam sido forjados os documentos de vacinação:

  • da filha caçula do ex-presidente, hoje com 12 anos;
  • do ex-ajudante de ordens Mauro Cid Barbosa, da mulher e da filha dele.

Segundo a corporação, as fraudes ocorreram entre novembro de 2021 e novembro de 2022, e “tiveram como consequência a alteração da verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, a condição de imunizado contra a covid-19 dos beneficiários”.

A PF afirma ainda que a inserção de informações falsas quanto à vacinação pretendia “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a covid-19”.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.

A operação ganhou o nome de “Venire”. Segundo a PF, é uma referência ao princípio “Venire contra factum proprium”, que significa “vir contra seus próprios atos”.

A Polícia Federal diz que esse é um princípio base do Direito Civil e do Direito Internacional, que veda comportamentos contraditórios de uma pessoa.

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Lauro Junges
4 de maio de 2023 12:36

Que país é este? Vão querer verificar as fichas de vacinação. Petrolão, mensalão entre outros roubos não tem problema, aonde estão as pessoas honestas com discernimento para mudar o foco? O país tem tantas coisas para melhorar, mas ficam perseguindo o Ex-presidente, porque o governo não tem plano para o país e fica exalando o ódio.
E a imprensa marrom fica dando a maior cobertura.
VIVA KATIUSCIA SOTOMAYAR!!!!!!!!!!

Jairo Vivian
4 de maio de 2023 12:48

QUE SAUDADES DO NOSSO BRASIL. Mas minha esperança em Cristo é grande.

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