Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de março de 2021
Neste próximo sábado (20), é o Dia Mundial Sem Carne. Algumas pessoas tiram a proteína do seu cardápio por respeito aos animais, preocupação com os impactos do consumo de carne no organismo ou sobre os efeitos da pecuária para o meio ambiente. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope, em abril de 2018, 14% da população brasileira se declarava vegetariana, número que era 75% maior em relação a 2012, quando foi feito o mesmo levantamento.
A data serve para as pessoas refletirem e pensarem como seria uma dieta sem carne, baseada em uma alimentação com frutas, verduras, legumes e grãos. Além disso, para aderir o vegetarianismo deve levar em consideração mais fatores, principalmente os que dizem respeito a um possível déficit de calorias, proteínas, vitaminas e aminoácidos, o que pode levar a problemas de saúde.
“Para se manter, o corpo precisa de uma boa fonte de proteína, que está disponível na carne e em alguns alimentos vegetais. Sem a carne, é preciso montar uma dieta que garanta um bom aporte proteico e contenha todos os aminoácidos essenciais, não é simplesmente ‘não vou comer mais carne’. Tem que ser uma decisão consciente. Buscar um nutricionista e um endocrinologista é bem importante nesse momento”, explica Ana Paula Fischer Garcia, nutricionista do Mesa Brasil Sesc em Ijuí.
A ingestão da carne proporciona todos os aminoácidos essenciais, ao contrário dos alimentos de origem vegetal que não possuem todos elementos que são necessários para a construção de tecidos. Devido a isso, o principal desafio dos vegetarianos é montar um cardápio diário com associações de alimentos que, juntos, forneçam todos os aminoácidos essenciais.“O arroz contém alguns aminoácidos essenciais e o feijão tem outros. Por isso, eles se completam e são considerados a combinação perfeita”, explica Ana Paula.
Uma dica para os vegetarianos que procuram repor as proteínas, é ingerir as leguminosas (como feijão, grão de bico e ervilha), as oleaginosas (como amendoim, nozes, avelã, amêndoa e castanha-do-pará) e sementes (quinoa, linhaça, gergelim).
“A absorção do nosso corpo não se dá igual com alimentos de origem vegetal e origem animal. As nossas células conseguem absorver mais o que é semelhante, que é o alimento de origem animal. Então, para fazer essa substituição de uma forma eficiente, o consumo deve ser bem maior e mais variado”, alerta a nutricionista.
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