Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de junho de 2016
Responsável pelo diagnóstico de doenças que podem implicar riscos graves ao desenvolvimento da criança, como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística e anemia falciforme, o teste do pezinho é um exame imprescindível nos primeiros dias de vida do bebê, permitindo o tratamento e o acompanhamento dos pacientes.
No Dia Nacional do Teste do Pezinho, nesta segunda-feira (06), a SMS (Secretaria Municipal de Saúde) destaca o trabalho realizado há 15 anos no HMIPV (Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, avenida Independência, 661, Porto Alegre), onde funciona o Serviço de Referência em Triagem Neonatal do Estado.
No local, são realizadas mais de 60 mil análises laboratoriais mensais, com amostras de cerca de 10 mil bebês por mês. Desde que começou a funcionar, em 2001, foram testados mais de 1 milhão e 400 mil bebês.
O HMIPV recebe todos os bebês gaúchos detectados pela triagem neonatal para confirmação diagnóstica e, dos casos confirmados, fornece tratamento e acompanhamento multidisciplinar especializado, com médico, nutricionista, psicóloga e assistente social. Paula explica que o serviço passou a desenvolver ações de educação em saúde para a toda rede SUS do estado, além de divulgação da triagem neonatal.
Teste do Pezinho
O exame consiste na retirada de gotas de sangue do calcanhar do bebê. Por ser uma parte do corpo rica em vasos sanguíneos, o material pode ser colhido em uma única punção, rápida e quase indolor. O teste do pezinho deve ser feito, preferencialmente, entre o 3º e o 5º dias de vida. Se, por algum motivo especial, o bebê ainda estiver hospitalizado após o 5º dia, deve ser coletado na maternidade.
O teste é realizado gratuitamente em mais de 1,3 mil unidades de saúde de todos os municípios do Rio Grande do Sul. O objetivo da triagem neonatal é a realização de exames diagnósticos para a detecção precoce, logo após o nascimento, de doenças que podem implicar riscos graves para a saúde a criança, permitindo o tratamento e o acompanhamento dos pacientes, o que pode ocorrer por toda a vida.
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