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Mundo Diante do aumento de casos provocados por variante indiana, a Inglaterra adia o fim das restrições anti-coronavírus

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Crianças maiores de 12 anos com problemas de saúde já podem receber a vacina no Reino Unido. (Foto: Reprodução)

Diante do aumento de casos de covid-19 no Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou nesta segunda-feira (14) o adiamento da etapa final do cronograma de desconfinamento, que estava prevista para o próximo dia 21. Apenas nas últimas duas semanas, os diagnósticos no país crescerem 127%, impulsionados pela disseminação da variante Delta, primeiramente identificada na Índia, apesar da vacinação acelerada.

O “dia da liberdade”, como a data vem sendo chamada pela imprensa local, será adiado por quatro semanas, para 19 de julho. Em duas semanas, haverá uma reavaliação das estatísticas epidemiológicas e do ritmo da vacinação no país — se o panorama superar as expectativas, a reabertura poderá ser antecipada. O adiamento vale para a Inglaterra, que concentra 55 milhões dos 66 milhões de habitantes do Reino Unido, já que Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte estabelecem seus próprios cronogramas de restrições.

Atualmente, 61,2% dos britânicos receberam a primeira dose da vacina e 43,9% foram totalmente imunizados. O adiamento, segundo o premier, é necessário para que mais pessoas possam receber as duas doses: segundo pesquisas preliminares, uma dose só é 33% eficiente para conter casos sintomáticos da nova cepa, que já é responsável por 90% dos diagnósticos no país.

Um estudo divulgado nesta segunda pelo governo, no entanto, aponta que a aplicação de duas injeções da Pfizer/BioNTech é 96% eficiente contra internações. No caso da vacina da Universdade Oxford/AstraZeneca, duas doses têm eficiência de 92%.

Nas próximas quatro semanas, o plano é acelerar a imunização e diminuir o prazo entre as vacinas de 12 para oito semanas para todos com mais de 40 anos. Até 19 de julho, o governo espera que dois terços da população adulta recebam as duas doses, incluindo todos com mais de 40 anos. No fim deste prazo, todos os britânicos maiores de idade já estarão aptos para se vacinar, disse o primeiro-ministro:

“A coisa sensata a ser feita é esperar um pouco mais”, disse Johnson, afirmando que o país precisa aprender a conviver com o vírus. “Ao sermos cautelosos agora, teremos a oportunidade nas próximas semanas de salvar milhares de vidas ao vacinarmos mais milhares de pessoas”, completou, afirmando que está “confiante” de que um novo adiamento não será necessário, apesar de não descartar a opção.

A Inglaterra entrou em uma quarentena total no início de janeiro, para conter a segunda onda da pandemia. Desde fevereiro, as restrições são gradualmente aliviadas em um plano de quatro etapas, de cinco semanas cada.

Com a etapa derradeira do desconfinamento, as restrições ainda pendentes seriam removidas, com a reabertura de teatros e boates, a retomada de grandes eventos e o fim da ordem para o trabalho remoto. O governo, contudo, acabou com o limite de 30 pessoas em casamentos e velórios, afirmando que a capacidade será definida a depender do tamanho do espaço.

Os jogos da Eurocopa marcados para o estádio de Wembley, considerados eventos-teste, também poderão continuar a receber até 22,5 mil torcedores, 25% de sua lotação.

Nove mortes 

Há semanas, especialistas de saúde vinham defendendo o adiamento do fim das restrições, e o próprio governo já sinalizava que isso ocorreria. Como apontou o premiê, diante da variante Delta — que é entre 40% e 80% mais contagiosa que a Alfa, responsável pelo surto que o Reino Unido viu no fim do ano passado — os novos casos vêm tendo um aumento semanal médio de 64% e as internações, de 50%.

Os 7.742 diagnósticos registrados nesta segunda, contudo, ainda são uma pequena fração da média de 59,8 mil diagnósticos vistos em janeiro. As explicações para a dimensão reduzida deste surto são indissociáveis da vacinação: o Reino Unido tem uma das campanhas mais velozes do planeta. Entre os adultos, quase 80% receberam ao menos uma dose e 56,6% receberam as duas.

Com os grupos mais vulneráveis maciçamente vacinados, as mortes cresceram apenas 7% nas últimas duas semanas. Em média, hoje há cerca de nove óbitos por dia no país — em 23 de janeiro, morriam 1.253 pessoas diariamente.

Na Inglaterra, a partir desta terça (15), todos com mais de 24 anos estarão aptos para agendar suas vacinas. Na Escócia, a campanha está aberta para quem tem mais de 30 anos — exceto em partes de Glasgow, onde todos com mais de 18 anos já podem ser inoculados. A vacinação também está aberta para todos os adultos na Irlanda do Norte e no País de Gales.

Os novos casos concentram-se justamente na população ainda não vacinada, em sua maioria jovem, e naqueles que receberam apenas uma injeção: de acordo com as estatísticas do governo, cerca de 2 milhões de britânicos com mais de 50 anos não tomaram as duas doses, apesar de estarem aptos, e outros 4 milhões receberam apenas uma. Entre aqueles entre 18 e 49 anos, os números são respectivamente 13 milhões e 21 milhões.

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