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Variedades Diário atribuído a Hitler mostra que o líder nazista era “apaixonado” por atriz

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Ícone do cinema mundial, a atriz Marlene Dietrich se opôs publicamente ao regime nazista. (Foto: Reprodução)

Um diário atribuído a Adolf Hitler veio a público com registros que indicam uma suposta paixão do ditador nazista pela atriz alemã Marlene Dietrich, conhecida mundialmente não apenas por sua carreira no cinema, mas também por sua postura firme contra o nazismo. As anotações teriam sido feitas antes e durante o período de ascensão do regime na Alemanha.

Segundo o conteúdo divulgado, o diário reúne reflexões pessoais e comentários sobre a atriz, que à época já havia deixado a Alemanha e passado a criticar abertamente o governo de Hitler. Em um dos trechos, o autor demonstra admiração intensa por Dietrich e chega a relatar o desejo de se aproximar dela, mesmo diante de sua posição política contrária ao nazismo.

“Preciso tentar trazê-la de volta para a Alemanha. Recebi todos os novos filmes de Dietrich. Acho que me apaixonei por ela”, diz uma parte do diário.

“Eva (Eva Braun, a esposa de Hitler) não tem a menor chance contra Dietrich. Mas não vou deixar transparecer. A mulher tem que vir para a Alemanha, mesmo que seja à força. Vou acionar o serviço de inteligência. Dietrich está andando com os americanos agora. Vou escrever outra carta para ela. O melhor seria oferecer dinheiro. As mulheres fazem qualquer coisa por dinheiro, você pode ver isso com Eva. Vou usar Eva como cobaia e estudar seu comportamento. Vou fazer uma oferta em dinheiro à Dietrich e ver se ela morde a isca”, afirma outro trecho.

O material também sugere tentativas de convencimento para que a atriz retornasse ao país, com promessas de vantagens e reconhecimento, o que reforça o contraste entre a obsessão pessoal descrita no diário e a postura pública de Dietrich, que se recusou a colaborar com o regime e se tornou um símbolo de resistência.

Apesar da repercussão, a autenticidade do diário ainda é motivo de controvérsia. Especialistas apontam que o papel, a tinta e o estilo da escrita seriam compatíveis com o período histórico, mas alertam para a necessidade de cautela, já que documentos falsamente atribuídos a Hitler já circularam no passado.

O diário, com 113 páginas manuscritas, foi encontrado num sótão. O livro foi inicialmente oferecido a Olaf Haubold, de 74 anos, que não conseguiu pagar o preço pedido pelo vendedor. O homem de 74 anos então negociou um acordo com um colecionador que conhecia, o qual acabou pagando cerca de R$ 188 mil.

Marlene Dietrich consolidou sua imagem como artista e ativista ao se posicionar contra o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, apoiando tropas aliadas e refugiados. Seu desempenho como Lola-Lola em “O Anjo Azul” (1930), dirigido por Josef von Sternberg, trouxe a ela fama internacional. A diva alemã estrelou em filmes de Hollywood tais como “Marrocos” (1930), “O Expresso de Xangai” (1932) e “Desejo” (1936).

Caso o diário seja confirmado como legítimo, ele pode lançar nova luz sobre aspectos pouco conhecidos da vida pessoal de Hitler, sem alterar, no entanto, o consenso histórico sobre a violência e os crimes cometidos pelo regime que liderou.

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