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Brasil Dilma afirma que Michel Temer vai ter que se ajoelhar para Eduardo Cunha

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(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Em entrevista exclusiva à Folha de S.Paulo no Palácio da Alvorada, a presidenta afastada Dilma Rousseff não poupou críticas ao governo do presidente interino Michel Temer.

“Ele terá que se ajoelhar para Eduardo Cunha [PMDB-RJ], com quem não há negociação possível”, alertou a petista, em referência ao presidente afastado da Câmara dos Deputados e cujas manobras seriam, supostamente, um dos fatores responsáveis pelo afastamento de Dilma.

Ela tem acompanhado detalhadamente a divulgação de gravações de diálogos com caciques do PMDB [o ex-presidente José Sarney e os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros], feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como parte de seu acordo de delação premiada firmado com a Operação Lava-Jato. “As razões do impeachment estão ficando cada vez mais claras”, comentou Dilma.

Rotina

Segundo assessores, ela segue a mesma Dilma que chegou à Presidência em 2011: acorda cedo, despacha, dá bronca, exige pontualidade e se apega a detalhes. Ela aparenta estar forte e até meio aliviada, longe da rotina do Palácio do Planalto, de onde foi afastada pelo Senado, no dia 12 de maio. “Eu trabalho o mesmo tanto, só que agora faço outras coisas”, compara. (Folhapress)

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