Sábado, 05 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de setembro de 2016
A ex-presidenta Dilma Rousseff passou a ser investigada pela Procuradoria da República no Distrito Federal em um inquérito civil que busca identificar os responsáveis pelas pedaladas fiscais, considerada pelos investigadores como um ato de improbidade administrativa. Ela deverá ser chamada a prestar esclarecimentos.
Em julho, o Ministério Público Federal em Brasília (DF) pediu arquivamento de uma investigação criminal sobre as chamadas pedaladas fiscais, como ficou conhecido o ato de atrasar repasses obrigatórios a bancos públicos de recursos para pagamento de benefícios.
Mas o procurador do caso, Ivan Marx, entendeu que, embora não houvesse crime, houve tentativa de maquiar as contas públicas e, portanto, ocorreu um ato de improbidade administrativa.
O inquérito civil busca verificar quem são os responsáveis pela irregularidade, que podem vir a ser alvos, no futuro, de ação de improbidade administrativa, que pode levar ao pagamento de multas e determinação de suspensão dos direitos políticos – o que não foi feito pelo Senado contra Dilma no processo de impeachment.
A apuração está aberta desde 2014, mas incluía apenas pessoas sem foro privilegiado, como o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.
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