Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de setembro de 2015
Em seu discurso na sessão de abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), a presidenta Dilma Rousseff admitiu aos líderes mundiais que o Brasil passa, atualmente, por um momento de dificuldades econômicas, com aumento da inflação, desvalorização cambial e queda de receitas. A mandatária, no entanto, ressaltou que, apesar da crise, o País não vive “problemas estruturais graves”, e sim dificuldades pontuais.
Após destacar que, nos últimos seis anos, o Brasil adotou uma série de medidas para tentar reduzir os efeitos da crise econômica internacional de 2008 e que essas ações chegaram “ao limite”. A presidenta frisou que o objetivo de seu governo é gerar mais oportunidades de investimentos, ampliando a geração de empregos no País.
Ao longo de 20 minutos de discurso, ela disse que a economia brasileira é “mais forte e sólida” do que em anos anteriores e tem condições de superar as dificuldades e “avançar na trilha do crescimento”. Como em discursos recentes, Dilma voltou a afirmar que o momento é de transição para o “novo ciclo de desenvolvimento econômico”.
“A lenta recuperação da economia mundial e o fim do superciclo das commodities incidiram negativamente sobre nosso crescimento. A desvalorização cambial e as pressões recessivas produziram inflação e forte queda da arrecadação, levando a restrições nas contas públicas. O Brasil, no entanto, não tem problemas estruturais graves, nossos problemas são conjunturais e, diante desta situação, estamos reequilibrando o Orçamento e assumimos uma forte redução de nossas despesas, gastos de custeio e parte do investimento”, enfatizou.
Dilma citou no auditório da ONU que, na tentativa de conter a crise econômica, seu governo propôs ao Congresso Nacional “cortes drásticos” de despesas no Orçamento do ano que vem. Conforme a presidenta, o País deverá se reorganizar na economia, buscando a estabilidade macroeconômica e a retomada do crescimento com distribuição de renda.
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