Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de abril de 2016
A presidenta Dilma Rousseff voltou a criticar a tentativa de afastá-la do poder nessa quinta-feira, explicando que as pressões estão baseadas na ilegalidade, uma vez que ela não cometeu crime de responsabilidade. Dilma destacou saber que nos próximos dias as pressões serão reforçadas, com novos vazamentos de informações à imprensa de forma seletiva, premeditada e direcionada, com o claro objetivo de atacar o seu governo, dentro de uma trama golpista.
“São vazamentos seletivos e oportunistas. Eu já determinei ao senhor ministro da Justiça [Eugênio Aragão] a apuração e responsabilidade por vazamentos recentes. Passou de todos os limites”, disse a presidenta no Encontro com Mulheres em Defesa da Democracia.
Dilma rechaçou, indiretamente, a proposta de convocar eleições gerais e recebeu apoio inclusive do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Para a presidenta, assim como o impeachment, qualquer outro mecanismo para lhe tirar do cargo também é golpe.
“Submeter-me ao impeachment, ou exigir a minha renúncia, ou tentar quaisquer expedientes que comprometam o mandato que me foi conferido é um golpe de Estado. Um golpe dissimulado, com o pretexto da legalidade, mas um golpe”, afirmou a presidenta. Para Dilma, essas ideias alternativas ao impeachment têm sido defendidas porque as pessoas sabem que ela não cometeu crime de responsabilidade.
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