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Economia Dinheiro esquecido em bancos frustra brasileiros que possuem somente centavos para resgatar

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O processo de resgate dos valores esquecidos começou na última segunda (7). (Foto: Freepik)

A possibilidade de ter “dinheiro esquecido” frustrou alguns brasileiros após o Banco Central (BC) iniciar o processo de agendamentos para a retirada do valor. Nas redes sociais, algumas pessoas relataram que encontraram centavos “perdidos”, o que não valeria a pena o resgate.

Desde que o BC informou que havia cerca de R$ 8 bilhões perdidos em bancos, o interesse dos brasileiros aumentou a ponto de sobrecarregar a navegação do site oficial da autoridade monetária. No último dia 14, um novo endereço eletrônico foi disponibilizado e os brasileiros puderam saber se tinham ou não algum “dinheiro esquecido”.

O problema é que quando começou o período de agendamento para o resgate dos valores, os correntistas puderam saber quanto tinham para receber. Para alguns, a quantia trouxe frustração.

“Valores a receber BCB deixou na expectativa a minha avó por causa de um centavo. 0,01 centavo”, escreveu um internauta no Twitter.

O caso não foi o único. Outra pessoa também relatou a mesma situação ao informar que o sistema havia disponibilizado o saque de R$ 0,02. Já uma internauta até ironizou ao informar que estava feliz por ter a possibilidade de sacar R$ 2,24.

Segundo o calendário oficial do Banco Central (BC), as pessoas nascidas até 1968 ou empresas abertas antes desse ano poderão realizar o saque de recursos esquecidos em instituições financeiras. O processo deve ser feito no site Valores a Receber, criado pelo Banco Central para consulta e agendamento da retirada de saldos residuais.

O que fazer

Independentemente da quantia, o “dinheiro extra” disponível no Sistema Valores a Receber pode ser uma forma de aliviar as finanças.

Segundo especialistas, a quantidade vai determinar como e o que priorizar, e que a quitação de dívidas é sempre o primeiro passo.

Nesta primeira fase, serão liberados cerca de R$ 4 bilhões para 28 milhões de usuários (26 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de pessoas jurídicas).

Para Patrícia Palomo, gestora de recursos e conselheira da Planejar, como os valores não eram esperados, o usuário não deve sentir falta deles e pode usá-los para quitar dívidas ou compor uma reserva de emergência.

“Dentro de um planejamento financeiro, um recurso extra inesperado como no caso dos valores a receber anunciados pelo BC, a primeira destinação deve ser abater dívidas se elas existirem”, afirmou.

Para quem não tem dívida, Palomo recomenda destinar o dinheiro para uma reserva de emergência. “Se não temos dívidas e já temos reservas, o recurso recebido pode ser investido ou gasto”, acrescentou.

A especialista em educação financeira Isabela Fontanella afirma que, caso os valores a receber sejam muito baixos, é recomendado tentar quitar parte dos débitos e tentar renegociar pagamentos pendentes.

“Sempre julgo que abater dívidas vale a pena, para aliviar não só o bolso mas o estresse psicológico também. Mas caso o valor seja muito baixo para fazer um abatimento, talvez ele possa ser usado para ajudar a pagar uma parcela, por exemplo”, disse.

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