Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de novembro de 2020
O período de testes do PIX é um sucesso estrondoso, segundo João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, durante webinar realizado nesta segunda-feira (9) pela Febraban. O novo sistema de pagamentos entrará em vigor no próximo dia 16, mas um período de testes teve início no dia 3.
Para fazer uma abertura controlada, o sistema está em fase de testes com poucos atuantes para evitar eventuais problemas quando foi lançado em todo o território nacional, problemas esses pontuais e que ocorrerão, nas palavras de Mello.
Leandro Vilain, diretor de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Febraban, comentou ficou surpreso que já neste período de teste ocorreram 57 mil transações só na última sexta-feira.
“É volume muito significativo para ambiente de testes”, disse Vilain. “Não teríamos levado a cabo o processo sem confiança na capacidade tecnológica das contrapartes privadas”, acrescentou Mello.
Segurança
Na avaliação de Mello, tudo que é novo desperta curiosidade, mas também receio. Porém, o PIX não tem muita diferença do cartão de débito, com limites em operações. “No PIX, no geral, vai ocorrer em um ambiente logado (celular), que conta com identificação biométrica, entre outras ferramentas de segurança. Todos os usuários quando fazem compra online devem tomar os mesmos cuidados com o PIX ou com TED, por exemplo”, aponta.
Vilain ressaltou que o usuário do PIX deve tomar os mesmos cuidados e ter a mesma atenção com esse novo sistema comparado ao que já faz em outros meios de pagamento. “Os bancos estão preparados para lidar com as questões de fraudes no PIX, e este ainda conta com camadas adicionais de segurança, como ao mandar os recursos aparece os dados do recebedor para ter certeza da operação. Mas sempre vale a recomendação de ter atenção no momento de transação”, disse.
Segundo a Febraban, o Pix será “uma importante oportunidade para o Brasil reduzir a necessidade do uso de dinheiro em espécie em transações comerciais, que somente de custo de logística totaliza cerca de R$ 10 bilhões ao ano. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) avalia que a iniciativa deverá reduzir a necessidade de saques em espécie nas agências e nos caixas eletrônicos, o que também traz maior conveniência aos clientes bancários”.
Para a entidade, o pagamento instantâneo, que permitirá transferências de dinheiro durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, em até 10 segundos, também dará uma nova lógica para as atividades comerciais e trará mais agilidade para quem compra e vende.
“A economia tende a ganhar mais velocidade e ritmo, já que recursos entram e saem das contas de forma instantânea, podendo estimular mais investimentos e ganhos ao comércio. Há um grande potencial para auxiliar a economia num momento em que é importante a retomada do crescimento econômico”, avalia Isaac Sidney, presidente da Febraban. As informações são do jornal Valor Econômico e da Febraban.
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