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Cinema Diretor do Festival de Cinema de Cannes está aberto a deixar ativistas climáticos entrarem no tapete vermelho

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Ainda que protestar ao redor do evento esteja proibido, é comum que pessoas se manifestem no tapete vermelho.

Foto: Reprodução
Ainda que protestar ao redor do evento esteja proibido, é comum que pessoas se manifestem no tapete vermelho. (Foto: Reprodução)

O diretor do Festival de Cinema de Cannes, Thierry Fremaux, disse nesta segunda-feira (15) que está aberto a permitir que manifestantes contra as mudanças climáticas entrem no tapete vermelho, enquanto o glamouroso evento se prepara para começar em meio a explosões de ativismo em ambos os lados do Atlântico.

Fremaux também disse que os artistas seriam bem-vindos para discutir questões decorrentes da greve dos roteiristas de Hollywood – e que ele teve um “diálogo positivo” com o sindicato francês CGT, que ameaçou cortar a energia do evento durante os protestos contra as mudanças previdenciárias no país.

Como nos últimos anos, a cidade de Cannes proibiu manifestações perto do centro do festival na tentativa de manter o foco nos filmes, que este ano incluem “La Chimera” de Alice Rohrwacher e “Fallen Leaves” de Aki Kaurismaki.Mas a confluência de pelo menos três grandes movimentos de protesto tem colocado pressão incomum sobre os organizadores.

“Estamos no processo de conversar com Cyril Dion, o cineasta francês e ativista climático, porque um grande dia para o clima está sendo organizado para a próxima segunda-feira”, disse Fremaux em coletiva de imprensa.”Não é impossível que os recebamos no topo dos degraus para se expressarem”, acrescentou.

É muito cedo para dizer que efeito a greve dos roteiristas teria sobre o festival, disse ele, mas o direito de greve tem de ser respeitado.

Protestos

Cannes tem restringido manifestações ao longo da avenida Croisette desde os ataques terroristas de 2016. À época, 86 pessoas morreram e 458 ficaram feridas após um caminhão de 19 toneladas atropelar a multidão que comemorava o Dia da Bastilha, em Nice. O Estado Islâmico assumiu responsabilidade pelo ataque.

Ainda que protestar ao redor do evento esteja proibido, é comum que pessoas se manifestem no tapete vermelho. Em 2022, por exemplo, uma mulher seminua fez um protesto a favor da Ucrânia na guerra contra a Rússia. Com os seios descobertos e o tronco tingido pelas cores da bandeira ucraniana, as pinturas corporais diziam “parem de nos estuprar” e “escória”. Ela também tinha tinta vermelha espalhada pelo corpo.

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