Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de março de 2017
A primeira frase do presidente norte-americano, Donald Trump, em seu primeiro discurso ao Congresso, lembrou o fim do Mês da História Negra e versou sobre o caminho que os Estados Unidos precisam ainda percorrer na defesa dos direitos civis.
Nas seguintes, o mandatário disse que o país permanece unido em condenar o ódio em todas as suas formas e que essa é a hora da “renovação do espírito americano” e de deixar para trás “brigas triviais”.
A mudança de tom —da fala apocalíptica da posse para uma postura realmente “presidencial”— se refletiu em números: 78% da população consideraram o discurso positivo, sendo 57% “muito positivo”, segundo pesquisa CNN/ORC dessa quarta (1º).
O efeito foi sentido também nos mercados —com o índice Dow Jones superando os 21 mil pontos pela primeira vez na história— e na imprensa americana, que reconheceu o esforço de Trump num discurso no qual não se voltou nenhuma vez contra a mídia ou contra seus opositores.
A mudança, porém, trouxe consigo a desconfiança sobre quanto tempo durará a “lua de mel” de Trump, cuja aprovação está em torno de 40%, com a população.
Principalmente se considerado o histórico: o republicano já havia feito um discurso mais conciliador logo após ser eleito, em novembro, mas semanas depois voltou à retórica da campanha. (Folhapress)
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