Quarta-feira, 20 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
13°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Disposição do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro em prestar novos esclarecimentos foi fundamental para Alexandre de Moraes manter delação premiada

Compartilhe esta notícia:

O ministro considerou que o colaborador esclareceu as omissões e contradições apontadas pela Polícia Federal. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

A disposição do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, em prestar novos esclarecimentos foi crucial para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes manter a validade do acordo de colaboração premiada firmado com a Polícia Federal (PF).

Cid reafirmou em depoimento prestado ao ministro que o ex-presidente sabia da minuta golpista e sugeriu alterações no documento. Ao longo da audiência, na última quinta-feira (21), o magistrado quis saber se Bolsonaro tinha pleno conhecimento dos termos da minuta, o que foi confirmado por Cid.

“Após três horas de audiência, o ministro Alexandre de Moraes confirmou a validade da colaboração premiada de Mauro Cid. O ministro considerou que o colaborador esclareceu as omissões e contradições apontadas pela Polícia Federal. As informações do colaborador seguem sob apuração das autoridades competentes”, informou o gabinete de Moraes.

Na primeira manifestação após o indiciamento, Bolsonaro criticou Moraes em declaração ao portal Metrópoles. Em entrevista ao jornal O Globo há duas semanas, ele disse que houve debates sobre a decretação de um estado de sítio no país, mas afirmou que “não é crime discutir a Constituição”.

Ao longo da investigação, a PF apontou que, sob o mando de Bolsonaro, oficiais das Forças Armadas, ministros do seu governo e assessores participaram de reuniões na qual discutiram a possibilidade de dar um golpe de Estado, que, segundo a PF, não se concretizou porque não teve o aval dos então comandantes do Exército e da Aeronáutica.

O general Marco Antônio Freire Gomes e o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, chefes das respectivas Forças, prestaram depoimento à PF no qual relataram que Bolsonaro apresentou um documento que previa as hipóteses de instaurar Estado de defesa ou de sítio, além de dar início a uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

“Em outra reunião no Palácio da Alvorada, em data em que não se recorda, o então presidente Jair Bolsonaro apresentou uma versão do documento com a decretação do estado de defesa e a criação da comissão de regularidade eleitoral para ‘apurar a conformidade e legalidade do processo eleitoral'”, diz o registro da oitiva de Freire Gomes à PF.

O encontro, de acordo com as investigações, ocorreu no Palácio da Alvorada, no dia 7 de dezembro de 2022 — após Bolsonaro ter sido derrotado nas urnas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Reunião 

No depoimento, o militar também confirmou a realização de uma reunião na casa do ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto para tramar um golpe de Estado. Segundo relatório da PF, o apartamento do general do Exército foi usado para uma reunião no dia 12 de novembro de 2022.

Após o encontro, segundo a investigação, militares das forças especiais, os “kids pretos”, começaram a monitorar Moraes como parte de um plano que previa os assassinatos dele, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin. Braga Netto consta como um dos indiciados no inquérito do golpe.

Em uma mensagem posterior ao encontro, por exemplo, o então assessor especial da Presidência Marcelo Câmara descreve para Cid qual seria a rota utilizada por Moraes para participar da diplomação de Lula, em 12 de dezembro.

No depoimento de mais de duas horas, Cid foi questionado sobre o plano para matar autoridades, investigado pela PF, mas voltou a negar participação. Em depoimento prestado na sede da corporação na terça-feira, o tenente-coronel já havia afirmado desconhecer um plano golpista que incluía os assassinatos.

Sobre Braga Netto, Cid detalhou toda a reunião, e confirmou as descobertas feitas pela PF que implicam diretamente o general nos planos golpistas. O general foi ministro da Casa Civil e da Defesa durante o governo Bolsonaro e deixou o posto para se candidatar a vice na chapa do ex-presidente, em 2022.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Com exceção do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, presidenciáveis se calam sobre Bolsonaro
Ministro Edson Fachin diz que a democracia brasileira é maior que tudo que está acontecendo
Pode te interessar