Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
21°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Disputa de partidos políticos do Centrão por ministérios pode atrasar a reforma ministerial de Lula

Compartilhe esta notícia:

O presidente Lula durante reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília (DF). (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Esperada para as próximas semanas, a reforma ministerial que pretende atender demandas de partidos do Centrão e oferecer a eles melhores espaços no primeiro escalão do governo corre risco de atrasar em função da disputa pelas mesmas pastas por legendas do bloco. É o caso de Agricultura e Turismo. O acirramento deve exigir do Executivo ajustes que podem afetar outras siglas da base governista, entre elas, o próprio PT.

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que a construção da reforma será minuciosa e cuidadosa para evitar que mudanças desagradem uma parte da base e, consequentemente, causem prejuízos à governabilidade.

É esse processo que pode fazer com que as trocas de cargo leve mais tempo do que o próprio presidente gostaria, diante da busca por melhora, o quanto antes, na relação com o Legislativo, que retoma os trabalhos na próxima semana.

Parte desse quebra-cabeça a ser montado envolve o PP do atual presidente da Câmara, Arthur Lira. A sigla quer emplacar o parlamentar na pasta da Agricultura, mas esbarra no ministro Carlos Fávaro, do PSD, que foi indicado pela bancada do partido no Senado. Os senadores pessedistas não pretendem apoiar a substituição, o que pode complicar a equação necessária para atender a todos os interessados.

A substituição de Fávaro também é complexa em função da boa relação entre o ministro e Lula, que é grato pela articulação do auxiliar no Mato Grosso durante as eleições de 2022.

Insatisfeita com a Pesca, a bancada do PSD na Câmara reclama da pasta pouco relevante que está sob comando de André de Paula (PSD). Cobiçam o Turismo, que tem Celso Sabino (União) como titular. Ciente da ofensiva, a legenda de Sabino já fez chegar ao Planalto que resistirá e tem um abaixo-assinado pela permanência do correligionário no posto.

Como solução para atender o PSD e não desagradar o União, uma possibilidade é deslocar Sabino ou alguém do União para o comando da pasta de Ciência e Tecnologia, atualmente nas mãos de Luciana Santos, do PCdoB. Ela migraria para o Ministério da Mulheres no lugar de Cida Gonçalves.

O PSD também trabalha com uma outra opção e tenta emplacar Antonio Brito (PSD-BA) no Ministério de Desenvolvimento Social. O deputado desistiu de sua postulação ao comando da Câmara e apoiou Hugo Motta (Republicanos-PB) depois de ver o governo se posicionar a favor do adversário.

A pasta é comandada por Wellington Dias, um quadro importante do PT e que tem boa relação com Lula. A ofensiva tem poucas chances de êxito, porque os petistas não querem entregar um ministério que “tem a cara e a agenda do PT” a uma sigla aliada.

A Secretaria de Relações Institucionais, comandada por Alexandre Padilha (PT), chegou a ser alvo de investidas de parlamentares do Centrão e do centro desde o ano passado, quando o ministro e Lira romperam publicamente.

Na época, muitos cogitaram que a substituição de Padilha poderia solucionar a relação turbulenta entre Executivo e Legislativo. A mudança, porém, acabou não ocorrendo.

A retomada das negociações por uma reforma ministerial reacendeu as movimentações pela saída de Padilha. Um dos nomes apontados para a vaga seria Isnaldo Bulhões (MDB-AL), que tem boa interlocução com Lula, bom trânsito no Congresso e uma relação próxima com Motta.

O ministro, porém, já teria recebido acenos de que será mantido no cargo. Tanto que recebeu a atribuição de coordenar as conversas com partidos para negociar as mudanças no primeiro escalão.

Ainda que todas as legendas estejam sendo ouvidas, a base aliada acredita que o PP, de Lira, e o Republicanos, de Motta, que contam com um ministério cada um, precisam ser priorizados neste momento. Ajustes que atendam PSD, MDB e União são importantes, mas não têm o mesmo peso, já que esses partidos têm representação expressiva na Esplanada. As informações são do jornal Valor Econômico.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Jairo Vivian
30 de janeiro de 2025 10:56

Gafanhotos a espera do ataque.

Amazon acusada de rastrear consumidores secretamente por celular
Chamado de “fraco” por Kassab, Haddad diz não ter tomado conhecimento da fala do presidente do PSD
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x