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Política Disputa para governos e Senado tem baixa representatividade feminina e cenário repete pleitos anteriores

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Lei eleitoral só estabelece cota de gênero para eleições proporcionais

Foto: TRE-RS/Divulgação
Lei eleitoral só estabelece cota de gênero para eleições proporcionais. (Foto: TRE-RS/Divulgação)

O desenho das pré-candidaturas aos governos dos estados este ano repete, até o momento, a pouca representatividade feminina dos pleitos anteriores. A eleição de 2026 à Presidência pode não ter sequer uma mulher e, para os executivos locais, o número é mínimo. O cenário muda um pouco quando a briga é por vaga no Senado.

No discurso, da direita à esquerda, os partidos têm dado destaque ao eleitorado feminino. Pré-candidatos ao Palácio do Planalto, o presidente Lula (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), têm mencionado os altos índices de feminicídio e a violência de gênero, além de anunciar propostas específicas para o estrato, entre elas, transferência de renda e creches. Os dois últimos, inclusive, manifestaram o desejo de terem uma vice em suas chapas.

Há mais eleitoras do que eleitores no país: em 2024, elas representavam 52,47% do total, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ao definir quem deve se candidatar para os cargos majoritários, no entanto, os partidos optam por homens em sua vasta maioria. Apenas 11 estados devem ter mulheres concorrendo ao governo, se consideradas as pré-candidaturas anunciadas até o momento.

Na maioria dos casos, mulheres só devem ser representadas no pleito ao Senado; em alguns estados, nem isso. Na Bahia, por exemplo, são ao menos cinco cotados para disputar o governo, todos homens. E nenhuma pré-candidata ao Senado.

Sem amparo na lei

A Lei Eleitoral exige que partidos assegurem 30% de candidaturas femininas, e o descumprimento pode levar à cassação do certificado de regularidade das siglas, à inelegibilidade e à nulidade dos votos obtidos pelos candidatos. A regra, contudo, vale apenas para eleições proporcionais (vereadores e deputados).

Em 2022, o país elegeu apenas duas governadoras: Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco, e Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte. A pernambucana tentará a reeleição. A potiguar, em segundo mandato, desistiu de disputar o Senado após romper com seu vice. Na mais recente eleição, 38 mulheres tentaram se eleger governadoras no país.

Mayra Goulart, professora de Ciência Política da Universidade Federal do Rio, destaca que, sem obrigação legal, os partidos não investem em candidaturas femininas para a Presidência, o governo e o Senado. Há ainda fatores sociais e a própria estrutura dos partidos, quase sempre comandados por homens.

“Se as decisões estratégicas seguem sob o controle de elites partidárias masculinas, esse compadrio, que bloqueia a representação das mulheres, também continuará”, diz.

Com poucas mulheres como cabeças de chapa, os partidos apostam mais nelas como vice ou ao Senado, em um ano em que duas vagas por unidade da federação na Casa estão em jogo. Em 2022, foram quatro senadoras eleitas no país, entre 27 na disputa. No pleito anterior, quando a oferta de vagas era o dobro, foram somente sete eleitas. O Amapá tem o marco de ser o único estado que jamais elegeu uma mulher para o Senado.

À direita, o PL tem buscado escalar mais mulheres para reverter o baixo desempenho do bolsonarismo nesse segmento. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, articula opções femininas ao Senado em Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal e Ceará.

O Distrito Federal deve ter o palanque feminino mais fortalecido da direita, que deve contar com três candidatas. A atual governadora, Celina Leão (PP), vai concorrer à reeleição, com o apoio do PL, que tem como pré-candidatas ao Senado a deputada Bia Kicis (PL) e a própria Michelle.

Em São Paulo, a ex-primeira-dama defendeu que a sigla testasse o nome da deputada Rosana Valle em pesquisas para o Senado. Uma das vagas deve ficar com o deputado Guilherme Derrite (PP), e a outra deve ser definida pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

A esquerda, por outro lado, pode ter chapa dupla de mulheres no estado, ambas ex-ministras. Uma das apostas é Simone Tebet (PSB), e a segunda vaga pode ir para Marina Silva (Rede). Há, entretanto, um impasse com o ex-ministro Márcio França (PSB). O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), por sua vez, não descarta uma vice na disputa ao Palácio dos Bandeirantes. (Com informações de O Globo)

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roque
12 de abril de 2026 11:02

São os próprios partidos que não querem a mulher em concorrer no senado. E também, as eleitores não votam em mulheres. Basta ver as eleições .
Então a candidata a governadora, Juliana Brizola precisa derrubar o machismo no RS para ser eleita. Pra cima Rio Grande!

vanderlei stefani
12 de abril de 2026 09:56

O Rio Grande já escolheu o caminho da esperança!

Com 35,2% das intenções de voto, Juliana Brizola lidera a corrida para o Governo do Estado. O povo gaúcho mostra que quer uma liderança preparada, com história e coragem para fazer o RS crescer de verdade. É hora da Brizola, é hora do nosso estado brilhar! 🚩🚀

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