Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de outubro de 2026
Após o encerramento da votação do 1° turno das eleições, no final da tarde de domingo (4), equipes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) recolheram nas ruas de Porto Alegre cerca de 20 toneladas de “santinhos” e outros resíduos descartados indevidamente. A operação especial teve participação direta de 366 trabalhadores, incluindo garis e motoristas, com o auxílio de 21 caminhões.
O trabalho teve por base uma logística inicial com foco em plantões para conservação de vias públicas localizadas nas proximidades do locais de votação, que incluem escolas, prédios de repartições públicas e outros espaços. Com o encerramento das urnas, às 17h, o passo seguinte foi a intensificação do serviço de recolhimento de material jogado no chão – uma cena que se repete a cada eleição.
“Santinhos”, “colinhas”, adesivos e outros itens, quase tudo em papel, foram então encaminhados a uma estação de transbordo no bairro Lomba do Pinheiro, na Zona Leste. Ali passaram por procedimento de pesagem e tiveram como destino um aterro sanitário no município de Minas do Leão (Região Carbonífera), a quase 100 quilômetros da capital gaúcha.
“Com uma presença ágil nas ruas e a constatação de poucos resíduos no espaço público durante o pleito, garantimos a limpeza rápida dos locais de maior circulação”, ressalta o diretor-geral do DMLU, Carlos Alberto Hundertmarker. “Esse resultado reflete a eficiência do nosso planejamento operacional e o compromisso dos servidores com a cidade.”
O DMLU é vinculado à Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb). Seus fiscais realizaram no domingo um total de 150 vistorias, que resultaram em ao menos 11 autos de infração por descarte irregular de resíduos de campanha, com base no Código Municipal de Limpeza Urbana (Lei 1060/2025).
Repeteco
A operação será repetida no dia 25 de outubro, último domingo deste mês, quando os eleitores da Capital (e dos demais 496 municípios gaúchos) têm que retornar às sessões de votação para o segundo turno do pleito. Os detalhes da operação de limpeza ainda não foram divulgados.
Mas tendência é de um trabalho menos árduo, já que agora resta apenas escolher o presidente da República – com isso, a quantidade de material deve ser bem menor. No primeiro turno, o volume de material foi proporcional ao número de cargos e candidatos: deputado estadual, deputado federal, senador, governador e o já mencionado chefe do Executivo federal.
(Marcello Campos)
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