O Pavilhão da Agricultura Familiar será marcado pela união entre tradição e inovação na 26ª Expodireto Cotrijal, que ocorre de 9 a 13 de março de 2026, em Não-Me-Toque/RS. Dos 224 expositores confirmados, 48 participam pela primeira vez, representando 119 municípios gaúchos. Ao todo, foram 351 inscritos, selecionados a partir de critérios definidos pelas entidades organizadoras.
“O Pavilhão da Agricultura Familiar é um dos pontos fortes da Expodireto Cotrijal, temos certeza de que ele será novamente um sucesso. Nós nos orgulhamos muito da demanda por espaços e queremos, cada vez mais, difundir a ideia de que é possível empreender em pequenas propriedades”, afirma Gelson Melo de Lima, superintendente de Produção Agropecuária da Cotrijal.
O expressivo número de estreantes está ligado à crescente formalização de empreendimentos com o Selo Sabor Gaúcho, que certifica produtos originários da agricultura familiar. “O número de empreendimentos inscritos reforça o papel que essas feiras, principalmente a Expodireto Cotrijal, representam enquanto espaços de comercialização e divulgação. Todos os anos, os expositores têm se desafiado a trazer produtos inovadores para os visitantes”, ressalta o engenheiro agrônomo Vilmar Leitzke, assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo.
A participação em feiras de grande porte também promove conexões com novos consumidores e entre os próprios expositores. “É uma oportunidade de troca de conhecimento entre agroindústrias de diferentes segmentos e regiões do estado, e também com visitantes, universidades, centros de pesquisa e fornecedores”, completa Leitzke.
Diversidade de produtos
Neste ano, os visitantes encontrarão uma ampla gama de alimentos e artesanato:
Queijos coloniais e maturados: Queijaria Celeiro (Crissiumal), Queijaria Somacal (Farroupilha), Dorf Queijaria (Teutônia).
Embutidos coloniais: Comercial Hermes (Arroio do Tigre), Charcutaria Pata Negra (Cacique Doble), Embutidos Real (Casca), Embutidos Weber (Não-Me-Toque).
Panificados e massas caseiras: Capoani Império Massas (Alto Alegre), Agrobom Panificados (Bozano), Panificadora Melo (Liberato Salzano).
Vinhos coloniais e sucos artesanais: Vinícola Porão do Vale (Bento Gonçalves), Adega Carrini (Cacique Doble), Vinícola Zanivan (Floriano Peixoto), Vinícola Vista Gaúcha.
Mel e derivados: Mel Schuller (Agudo), Apiários Paulineli (Colorado), Casa do Mel Schwendler (Venâncio Aires).
Conservas e compotas: Dona Íria (Caseiros).
Noz-pecã: Skyllo Nozes (Arroio do Tigre), Pecan da Estância (Colorado).
Azeites de oliva extra virgem: pequenas propriedades da Serra e da Campanha.
Erva-mate: Princesa do Vale (Ilópolis), Rainha do Sul (Novo Barreiro).
Cachaças artesanais: Santo Izidoro (Floriano Peixoto), Tibola (Gentil), Pol (Marau), Wille (Poço das Antas), Harmonie Schnaps (Harmonia), Destilaria Coração de Fogo (Três de Maio).
Artesanato rural: peças em madeira, couro, tecidos e cerâmica de Gelson Bernardi (Lagoa Vermelha) e da Arte Nossa & Casa do Artesão (Não-Me-Toque).
Além da diversidade de produtos, o perfil dos empreendedores também chama atenção: são 113 jovens e 97 mulheres à frente dos negócios, além da participação de comunidades indígenas que trazem saberes tradicionais e fortalecem a representatividade cultural. Dezoito empreendimentos contam com certificações orgânicas, reforçando a busca por qualidade e sustentabilidade.
Tradição e sucessão
A agroindústria Weber Embutidos, de Não-Me-Toque, participa desde a estreia do pavilhão. Para Cristian Weber, sócio-proprietário, a feira é mais que um espaço de vendas: é um ponto de encontro com clientes fiéis e novos consumidores. “A Expodireto nos dá visibilidade e abre portas para consolidar relações comerciais. Muitos visitantes já conhecem nossos produtos e voltam todos os anos, outros descobrem pela primeira vez. Esse público tem alto potencial de compra e nos motiva a investir cada vez mais em qualidade”, afirma.
O empreendimento vive um momento delicado de sucessão familiar. Após o falecimento do patriarca, Cristian e a irmã Haidi Kiendzierewicz assumiram a condução da agroindústria ao lado da mãe, Dulce Weber. “Estamos transformando a dor em responsabilidade. Nosso compromisso é manter o padrão que sempre caracterizou os produtos da família, honrando o legado do meu pai e fortalecendo o futuro da empresa”, explica Cristian. Para esta edição, a Weber Embutidos projeta a produção e venda de cerca de 1 mil quilos de embutidos.
O Pavilhão da Agricultura Familiar é promovido pela Cotrijal, pela Fetag-RS, pela Fetraf/RS e pela Emater/RS-Ascar, com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
