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Brasil Do recorde de queimadas à maior poluição do mundo: entenda os efeitos da seca que impacta diferentes pontos do País

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Das queimadas registradas este ano, metade foi na Amazônia, e 32%, no Cerrado.

Foto: Reprodução
O recorde é de 2007, com 181 mil focos. (Foto: Reprodução)

A seca prolongada no Brasil, aliada à ação humana em ambientes fragilizados, provocou efeitos difusos, mas conectados por todo o País. O Brasil arde em chamas. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 159.411 focos de incêndio de janeiro até essa segunda (9), um aumento de 100% em relação ao mesmo período de 2023 e que deixou 60% do País sob fumaça no fim de semana.

A seca que ameaça grandes rios como o Madeira e o Paraguai também afetou a maior metrópole do Brasil: o Pinheiros, que corta São Paulo, ficou verde por receber menos água dos seus afluentes. Com as cinzas das queimadas do Norte que mudaram a cor do céu, a capital paulista ficou entre as de pior qualidade do ar do País por três dias consecutivos.

Das queimadas registradas pelo Inpe este ano, metade foi na Amazônia, e 32%, no Cerrado. A proporção foi semelhante no ano passado no mesmo período (52% dos focos na Amazônia e 33% no Cerrado). O número de focos de fogo registrados está perto das 189 mil ocorrências em todo o 2023.

Os três Estados com mais incêndios neste ano também são os mesmos que em 2023: Mato Grosso, Pará e Amazonas. No ano passado, Pará era o Estado com mais focos. Mas a dimensão do fogo aumentou. Em 2023, a Amazônia já havia sido afetada por uma grave seca. No período chuvoso em seguida, não houve precipitações suficientes para recuperar rios e florestas. A nova seca este ano está mais severa na maioria dos estados brasileiros.

Mas para a pesquisadora do Inpe Luciana Gatti, a seca não é a principal culpada pela alta de queimadas, mas sim a ação criminosa em campo.

“O governo deveria decretar estado de emergência climática no Brasil inteiro, proibir qualquer desmatamento e propor projetos enormes de reflorestamento. Um plano emergencial para sobrevivência da população”, recomenda.

A fumaça das queimadas tomou grande parte do País, inclusive o Sul e o Sudeste, e se espalha por Peru, Colômbia e Equador, alerta o pesquisador de sensoriamento remoto Henrique Bernini.

“Tem muita ocorrência ao mesmo tempo, queimando uma vegetação sob efeito de uma sequência de ondas de calor”, explica Bernini.

Segundo o monitoramento da IQAir, empresa suíça de tecnologia de qualidade do ar, Porto Velho, Rio Branco e São Paulo foram as três cidades com maiores níveis de poluição no mundo no domingo (8). A plataforma, que atualiza a cada hora, mostra a capital paulista oscilando no topo de ranking de 120 grandes cidades do mundo com a pior qualidade do ar.

Em Goiás, nos primeiros nove dias de setembro, houve 1.468 focos de incêndio, um aumento de 868% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 169 focos foram contabilizados pelo Inpe. A quantidade já supera o total de queimadas em todo o mês de setembro de 2023 (651). Há a probabilidade de setembro registrar mais focos de incêndios que o total contabilizado durante todo o ano de 2023. No ano passado, houve 3.160 pontos de queimadas.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Goiás, de 6 a 8 de setembro, foram atendidas aproximadamente 450 ocorrências. O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi duramente atingido: dos dez mil hectares de florestas que sofreram com incêndios, sete mil ficam na área de preservação.

 

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