Sexta-feira, 18 de Setembro de 2020

Porto Alegre

Economia Paulo Uebel e Salim Mattar pedem demissão do Ministério da Economia

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Seis pessoas já deixaram o Ministério da Economia.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Seis pessoas já deixaram o Ministério da Economia. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Dois secretários especiais do Ministério da Economia, o de Desestatização, Salim Mattar, e o de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, pediram demissão nesta terça-feira (11). A informação foi confirmada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que classificou o movimento como “debandada”.

A informação foi dada pelo ministro em entrevista após uma reunião no Ministério da Economia com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Se me perguntarem se houve uma debandada hoje, houve”, disse Guedes. Segundo o ministro, apesar das demissões, a reação do governo vai ser “avançar com as reformas”.

Com as saídas de Mattar e Uebel, já seis pessoas que deixaram a equipe econômica. Os outros foram Marcos Cintra (ex-secretário da Receita Federal, demitido); Caio Megale (ex-diretor de programas da Secretaria Especial de Fazenda); Mansueto Almeida (ex-secretário do Tesouro Nacional, que pediu para sair); Rubem Novaes (ex-presidente do Banco do Brasil).

Conforme Paulo Guedes, o secretário Sallim Mattar afirmou que estava insatisfeito com o ritmo das privatizações. Mas o ministro disse que o governo mantém o objetivo de fazer privatizações. “O que ele me disse é que é difícil privatizar”, disse. No caso de Uebel, o ministro disse que o secretário deixou o cargo pela falta de andamento da reforma administrativa.

Teto de gastos

O ministro da Economia reafirmou que não há apoio para uma eventual tentativa de furar o teto de gastos do governo.

“Não haverá nenhum apoio do Ministério da Economia a fura-tetos. Se tiver ministro fura-teto, eu vou brigar com ministro fura-teto”, disse Guedes.

No Twitter, o presidente da Câmara afirmou que “há consenso de que não haverá jeitinho nem esperteza para desrespeitar o teto de gastos. A Câmara não vai pautar nenhuma prorrogação do estado de calamidade”.

“Temos uma realidade, que é uma carga tributária de mais de 33% do PIB, somada ao déficit primário. Precisamos entender que essa conta está dentro do governo e do Congresso”, continuou o deputado.

“Se conseguirmos avançar rapidamente no tema dos gatilhos do teto, vamos abrir espaço para investimentos públicos, que também são importantes para o crescimento do Brasil”, finalizou.

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