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Economia Dólar fecha a R$ 5,15 e Bolsa sobe 0,59% com Supremo e taxa de juros no radar

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Foto: Freepik
A moeda norte-americana abriu o pregão em alta, a R$ 5,16, mas recuou durante a manhã e chegou a R$ 5,137. (Foto: Freepik)

O dólar comercial fechou essa terça-feira (15) cotado a R$ 5,154, com alta de 0,14%, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 0,59%, aos 186.586 pontos. O mercado acompanhou a alta do petróleo, o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e as expectativas pelas decisões sobre juros do Banco Central e do Federal Reserve, nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana abriu o pregão em alta, a R$ 5,16, mas recuou durante a manhã e chegou a R$ 5,137. Ao longo da tarde, voltou a subir e encerrou o dia próxima dos R$ 5,15.

O Banco Central realizou duas operações simultâneas no mercado de câmbio. Em uma delas, colocou US$ 1 bilhão em moeda à vista. Na outra, ofertou 20 mil contratos de swap cambial reverso, também no valor de US$ 1 bilhão. As operações, conhecidas no mercado como “casadão”, têm como objetivo oferecer liquidez ao mercado.

No exterior, o petróleo voltou a subir. O contrato futuro do Brent, referência internacional, avançou 2,9%, para US$ 108,75 por barril, próximo da máxima de US$ 109,51. A cotação permanece acima de US$ 100 há uma semana, em meio às tensões no Oriente Médio e aos riscos para o fornecimento da commodity.

A valorização do petróleo influenciou as ações da Petrobras, que subiram cerca de 4% durante o pregão. Os papéis da estatal têm peso relevante na composição do Ibovespa e acumulam alta próxima de 30% desde 7 de julho.

Os investidores também aguardam as decisões de política monetária previstas para esta quarta (16). No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para definir a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano. A expectativa predominante no mercado é de redução de 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve também anuncia sua decisão sobre os juros também nesta quarta. A alta do petróleo aumenta as preocupações com a inflação e influencia as expectativas para a política monetária norte-americana. Segundo dados acompanhados pelo mercado, a maioria dos analistas esperava uma elevação de 0,25 ponto percentual.

O cenário doméstico também foi influenciado pelo julgamento no STF iniciado nessa terça, que analisa a possibilidade de abertura de investigação envolvendo Moraes. A situação foi acompanhada pelos investidores por seu potencial de impacto sobre a percepção de risco e sobre os juros futuros.

Outro dado foi o resultado das vendas do comércio varejista. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas caiu 0,8% em julho em relação a junho. A retração atingiu 20 das 27 unidades da Federação.

O desempenho do comércio passou a ser considerado nas projeções para a atividade econômica e para os juros. A queda das vendas se soma a resultados recentes da indústria e dos serviços que indicam perda de ritmo da economia brasileira.

No mercado acionário, além da Petrobras, as ações da Vale foram acompanhadas após o Ministério Público Federal (MPF) ajuizar uma ação civil pública relacionada ao extravasamento de água e sedimentos na mina de Viga, em Congonhas (MG), ocorrido em janeiro. Os papéis da companhia encerraram o dia em queda.

A Telefônica Brasil aprovou a distribuição de R$ 500 milhões em juros sobre capital próprio. O Itaú Unibanco, por sua vez, anunciou a consolidação de suas operações de banco corporativo e de investimentos em Luxemburgo sob uma única estrutura.

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1 Comentário
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roque
15 de setembro de 2026 20:35

Quanta enrolação num título de matéria!

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