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Economia Dólar fecha acima de R$ 5,20 e Bolsa cai após sanções dos Estados Unidos e dados econômicos

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No acumulado do ano, a moeda norte-americana registra desvalorização de 5,94% frente ao real.

Foto: Freepik
No acumulado do ano, a moeda norte-americana registra desvalorização de 5,94% frente ao real. (Foto: Freepik)

O dólar encerrou esta quarta-feira (1º) em alta de 0,90%, cotado a R$ 5,20, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante de novos sinais sobre a política monetária dos Estados Unidos, indicadores econômicos e o anúncio de sanções do governo norte-americano contra pessoas e empresas ligadas ao Brasil. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 0,10%, aos 171.856 pontos.

No acumulado do ano, a moeda norte-americana registra desvalorização de 5,94% frente ao real, enquanto o Ibovespa mantém valorização de 6,76%.

Os mercados repercutiram declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, que afirmou que os riscos de aceleração da inflação nos Estados Unidos diminuíram, mas reforçou que o banco central continuará comprometido em conduzir o índice de preços à meta de 2%. A avaliação foi interpretada como um sinal de que a autoridade monetária seguirá acompanhando os indicadores antes de decidir sobre novos cortes na taxa de juros.

Outro fator que contribuiu para o aumento da aversão ao risco foi o anúncio de sanções econômicas impostas pelo governo do presidente Donald Trump contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma empresa portuguesa. Segundo o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, os alvos teriam ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que, ao lado do Comando Vermelho (CV), passou a ser classificada pelo governo norte-americano como grupo terrorista internacional no mês passado.

Para analistas do mercado, a medida aumentou a percepção de risco envolvendo o Brasil e ajudou a fortalecer o dólar ao longo da sessão.

Os investidores também acompanharam a divulgação de indicadores econômicos. Nos Estados Unidos, o relatório Jolts mostrou aumento no número de vagas de emprego abertas em maio, reforçando a resiliência do mercado de trabalho. No Brasil, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontou a criação de 73 mil empregos com carteira assinada no mesmo período, resultado inferior às expectativas de economistas.

Na área fiscal, o Banco Central informou que o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio, valor 66,5% superior ao observado no mesmo mês de 2025. O resultado contribuiu para a elevação da Dívida Bruta do Governo Geral, que passou de 80,2% para 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), atingindo o maior patamar desde maio de 2021.

A combinação entre o cenário externo, os dados econômicos e as preocupações fiscais manteve os investidores em posição mais conservadora durante o pregão. Enquanto a busca por ativos considerados mais seguros favoreceu a valorização do dólar, a Bolsa brasileira encerrou o dia em leve queda, refletindo o ambiente de maior incerteza nos mercados financeiros.

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