Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de setembro de 2026
O movimento acompanhou a valorização da moeda dos Estados Unidos diante de outras divisas de países emergentes.
Foto: FreepikO dólar comercial fechou a sessão desta segunda-feira (28) em alta, acima de R$ 5,20, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão em queda. O mercado foi influenciado pelo avanço dos preços do petróleo no exterior, pelo ambiente de cautela nos mercados internacionais e pelas novas projeções econômicas divulgadas no Brasil.
No mercado de câmbio, a moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,20, após iniciar os negócios em alta. Pela manhã, o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,21. O movimento acompanhou a valorização da moeda dos Estados Unidos diante de outras divisas de países emergentes.
A alta ocorreu em um cenário de pressão sobre os preços do petróleo. O mercado acompanhou as negociações envolvendo Estados Unidos e Irã e os efeitos da situação sobre o Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte internacional da commodity. O petróleo Brent chegou a superar US$ 100 por barril durante o pregão.
O avanço do petróleo aumenta a preocupação dos investidores com a inflação mundial, uma vez que combustíveis mais caros podem elevar os custos de transporte e produção. O movimento também influencia as expectativas em relação à política monetária das principais economias.
No Brasil, os investidores acompanharam ainda a divulgação do Boletim Focus pelo Banco Central. O mercado elevou a projeção para a inflação de 2026 de 4,92% para 4,99%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento caiu de 1,88% para 1,86%.
A projeção para a taxa Selic no encerramento de 2026 permaneceu em 13,50% ao ano, enquanto a estimativa para o dólar no fim do ano foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, a previsão de inflação passou de 4,30% para 4,31%, e a estimativa para o crescimento do PIB caiu de 1,43% para 1,41%.
Na Bolsa, o Ibovespa encerrou o pregão em queda, acompanhando a pressão sobre os mercados acionários diante do avanço do petróleo e da cautela no exterior. O índice havia fechado a sexta-feira (25) aos 183.476 pontos, com baixa de 0,27%.
Entre os fatores observados pelos investidores também esteve o cenário político brasileiro. A proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para (4) de outubro, mantém o ambiente doméstico sob atenção dos mercados. Nesta segunda-feira, também estava prevista a divulgação de uma nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência.
No exterior, as bolsas também refletiram a alta do petróleo e as incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Os investidores acompanham ainda declarações de dirigentes do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, e novos indicadores econômicos que podem influenciar as expectativas para os juros norte-americanos.
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