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Economia Dólar fecha em alta, com petróleo mais caro após conflito no Irã; Bolsa brasileira sobe, puxada pela Petrobras

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Moeda americana fechou em alta de 0,59%, cotada a R$ 5,1642. Já a bolsa brasileira subiu 0,28%, aos 189.307 pontos. (Foto: Freepik)

O dólar fechou em alta de 0,59% nessa segunda-feira (2), cotado a R$ 5,1642. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subiu 0,28%, aos 189.307 pontos, com ajuda das ações no setor de óleo e gás. Investidores também aproveitaram as quedas no início do dia para comprar ações baratas, o que ajudou as bolsas no mundo todo.

No Oriente Médio, os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, seguidos por uma resposta de Teerã, aumentaram o risco de ampliação do conflito. Na ofensiva, morreram o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e outras autoridades do país.

Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita informaram que também foram atingidos. Em vídeo divulgado pela Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as ações continuam “com força total” e que só devem parar quando os objetivos forem alcançados.

Diante da escalada, os preços do petróleo e do gás dispararam, enquanto várias bolsas pelo mundo registraram queda. O barril do Brent avançou 7,56%, a US$ 78,38, e o WTI subiu 6,68%, a US$ 71,50.

Com o avanço nos preços do petróleo, as ações do setor de óleo e gás registravam forte alta. Os papéis da Petrobras subiram 4%. As ações da PetroRio e da Petroreconcavo também avançaram cerca de 5% e 3%, respectivamente.

“A Petrobras acaba se beneficiando da alta do barril do petróleo Brent, o que favorece a geração de caixa. Mas há um ponto de atenção: a empresa é uma importadora relevante de derivados, como o diesel”, diz Marcus Novais, sócio-fundador da Private Investimentos.

No Brasil, a semana começa com a divulgação do relatório Focus, que reúne as projeções do mercado para a economia. Também está prevista, nesta terça-feira (2), a divulgação do PIB de 2025.

Petróleo

Os preços do petróleo e do gás dispararam e as bolsas fecharam em queda nessa segunda por causa do conflito no Oriente Médio, desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e pela resposta de Teerã.

O setor mais afetado foi o de aviação e turismo, cujas empresas registraram perdas expressivas.

O preço do barril de Brent chegou a subir quase 14%, enquanto o do West Texas Intermediate (WTI) avançou 12% na abertura dos mercados, após o ataque que matou o guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e outros dirigentes do país.

O conflito regional afeta o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

O preço do gás na Europa disparou mais de 20%, já que a guerra ameaça as exportações de gás natural liquefeito da região do Golfo, especialmente as vendas do Catar.

O contrato futuro do TTF holandês, referência europeia, chegou a subir mais de 40%, a 45,105 euros.

No caso do Brasil, as ações da Petrobras subiram mais de 4%, ajudando a reduzir a baixa do Ibovespa, que acompanhava as quedas pela manhã antes de inverter o sinal.

Mercados globais

Nos Estados Unidos, o S&P 500 avançou 0,54 ponto, ou 0,01%, e encerrou aos 6.879,42 pontos. O Nasdaq Composite subiu 72,40 pontos, ou 0,32%, para 22.740,61 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average caiu 86,89 pontos, ou 0,18%, para 48.891,03 pontos.

Investidores americanos voltaram às compras após a queda inicial, sinalizando expectativa de que os impactos do conflito sejam limitados.

Antes da correção global, as ações da Europa registraram nessa segunda a maior queda diária em três meses, pressionadas por uma liquidação global de ativos de risco, à medida que a guerra entre EUA e Israel contra o Irã se ampliava, sem perspectiva de término.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em baixa de 1,7%, no menor nível em mais de duas semanas, após ter encerrado a sexta-feira (27) em máxima histórica.

Na Ásia, o comportamento dos mercados foi variado nessa segunda. Enquanto parte da região acompanhou a queda causada pelas tensões com o Irã, Xangai se destacou ao subir e atingir o maior nível dos últimos dez anos.

No fechamento, o índice de Xangai avançou 0,5%, a 4.182,6 pontos, o maior patamar desde junho de 2015. O CSI300 subiu 0,4%. Em Tóquio, o Nikkei caiu 1,3%, para 58.057 pontos. Em Seul, o KOSPI permaneceu fechado.

Em Taiwan, o TAIEX recuou 0,90%, para 35.095 pontos. Em Cingapura, o Straits Times caiu 2,32%, ficando em 4.879 pontos.

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