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Economia Dólar fecha em R$ 5,17 com foco na inflação; Bolsa sobe 0,87%

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Apesar da queda no dia, a moeda norte-americana acumula alta de 0,71% na semana e de 3,16% no mês.

Foto: Reprodução
Apesar da queda no dia, a moeda norte-americana acumula alta de 0,71% na semana e de 3,16% no mês. (Foto: Reprodução)

O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira (25) em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,1773, em um dia marcado pela divulgação de indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além da atenção dos investidores aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa avançou 0,87% e fechou aos 171.990 pontos.

Apesar da queda no dia, a moeda norte-americana acumula alta de 0,71% na semana e de 3,16% no mês. No ano, porém, registra recuo de 5,23%. Já o principal índice da bolsa brasileira acumula valorização de 1,29% na semana e ganho de 5,82% em 2026, embora ainda apresente queda de 1,89% no mês.

O principal destaque do mercado foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial no Brasil. O indicador avançou 0,41% em junho, levando a inflação acumulada em 12 meses para 4,80%, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. A meta central para a inflação é de 3%.

Entre os nove grupos pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Alimentação e bebidas apresentou a maior alta, de 0,74%, seguido por Habitação, que avançou 0,72%. Juntos, os dois grupos responderam por aproximadamente dois terços da inflação registrada no período.

Segundo o economista da AZ Quest, Lucas Barbosa, a alta dos alimentos foi impulsionada principalmente pelos preços das carnes, pães, leite e derivados, além de frutas, legumes e verduras.

“Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, afirmou.

O especialista explica que o comportamento dos preços reflete fatores ligados à oferta e à demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetaram a produção agrícola. No caso das carnes, Barbosa destaca que o aumento das exportações para a China também tem contribuído para elevar os preços no mercado interno.

Nos Estados Unidos, os investidores acompanharam a divulgação do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve (Fed). O índice registrou alta de 4,1% em maio, reforçando as expectativas sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

O cenário externo também continuou influenciando os mercados. Após a queda dos preços do petróleo observada na véspera com o avanço do cessar-fogo no Oriente Médio, a commodity voltou a subir nesta quinta-feira depois que um navio de carga foi atingido por um projétil de origem ainda desconhecida próximo à costa de Omã.

Com isso, o barril do petróleo Brent, referência internacional, avançou 2,06%, encerrando o dia cotado a US$ 75,26. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subiu 2,25%, para US$ 71,92. O movimento elevou a cautela dos investidores diante dos riscos de novos impactos sobre a inflação global e os mercados financeiros.

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