Quinta-feira, 05 de novembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Dólar fecha em R$ 5,49, maior cotação do ano; Bolsa cai 0,82% com turbulência em Wall Street

Compartilhe esta notícia:

O Ibovespa chegou a se aproximar dos 169 mil pontos durante o pregão, mas perdeu força e terminou próximo da mínima do dia.

Foto: Terdag Media/IA
O Ibovespa chegou a se aproximar dos 169 mil pontos durante o pregão, mas perdeu força e terminou próximo da mínima do dia. (Foto: Terdag Media/IA)

O dólar comercial fechou esta quinta-feira (5) em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,4876, e atingiu a maior cotação do ano. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 0,82%, aos 166.191 pontos. O pregão foi marcado pela forte volatilidade nos mercados internacionais, com uma onda de vendas de ações de tecnologia nos Estados Unidos e preocupações sobre os investimentos em inteligência artificial.

A moeda norte-americana chegou a apresentar oscilações durante a sessão, mas ganhou força à medida que aumentou a aversão ao risco nos mercados globais. Na quarta-feira (4), o dólar havia encerrado em queda de 0,64%, a R$ 5,4518. Com o avanço desta quinta-feira, praticamente anulou o recuo registrado na sessão anterior.

Na Bolsa brasileira, o Ibovespa chegou a se aproximar dos 169 mil pontos durante o pregão, mas perdeu força e terminou próximo da mínima do dia. O volume financeiro negociado foi de R$ 34,4 bilhões. Na quarta-feira, o índice havia subido 1,23%, interrompendo uma sequência de seis pregões consecutivos de perdas.

O principal fator de pressão veio de Wall Street. O Nasdaq, índice concentrado em empresas de tecnologia, desabou 5,52%, aos 24.314,99 pontos. O S&P 500 recuou 4,36%, para 7.353,80 pontos, enquanto o Dow Jones perdeu 3,44%, aos 51.521,28 pontos.

Os investidores reagiram às incertezas sobre o futuro dos investimentos em inteligência artificial nos Estados Unidos. A vitória expressiva dos democratas nas eleições legislativas aumentou as expectativas de uma fiscalização mais rigorosa sobre o setor, especialmente em relação à expansão dos data centers, estruturas que exigem grandes investimentos em tecnologia e energia.

O receio de novas restrições regulatórias provocou vendas generalizadas de ações de fabricantes de semicondutores e empresas ligadas à infraestrutura de inteligência artificial. A movimentação também atingiu outros segmentos do mercado americano e aumentou a procura por ativos considerados mais seguros, favorecendo o dólar.

No Brasil, os investidores também repercutiram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. O Banco Central interrompeu uma sequência de cinco cortes consecutivos nos juros, citando a piora das expectativas de inflação e as incertezas do cenário econômico.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também reuniu ministros, economistas e empresários para discutir os rumos da economia e a situação das contas públicas. O encontro ocorreu em meio à preocupação do mercado com a trajetória da dívida e a necessidade de medidas para melhorar o resultado fiscal do governo.

No exterior, o petróleo permaneceu no radar depois da forte desvalorização registrada na quarta-feira, quando a expectativa de redução das tensões entre Estados Unidos e Irã provocou uma queda expressiva das cotações. A possibilidade de encerramento do conflito, entretanto, não foi suficiente para impedir a turbulência nas bolsas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Petróleo desaba 8,7% e fica abaixo de 100 dólares com expectativa de fim da guerra no Irã
Lula defende responsabilidade fiscal e diz que economia precisa estar “arrumada” para atrair investimentos
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x