Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

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Economia Dólar sobe e fecha em R$ 5,24, mas acumula queda de mais de 4% no mês; bolsa cai

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Na semana, a queda da divisa norte-americana ficou em -0,74%.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Na semana, a queda da divisa norte-americana ficou em -0,74%. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (30) em alta de 1,03%, cotado a R$ 5,2476. Apesar da valorização no dia, a moeda acumulou queda superior a 4% no mês, mantendo a trajetória de desvalorização observada ao longo de 2025. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,97%, aos 181.364 pontos. No acumulado de maio, porém, o índice registrou ganho de mais de 12%.

No cenário externo, os mercados repercutiram a indicação do economista Kevin Warsh pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para substituir Jerome Powell na presidência do Federal Reserve (Fed). O mandato de Powell termina em maio, e a nomeação de Warsh ainda depende de aprovação do Senado norte-americano.

A indicação ocorre após meses de atritos entre Trump e Powell em torno da condução da política monetária. Enquanto o Fed manteve os juros elevados para conter a inflação, Trump defendeu cortes mais rápidos para estimular a economia. Após a última reunião do banco central americano, que manteve as taxas inalteradas, o presidente voltou a criticar Powell publicamente, afirmando que os juros estão “altos demais” e prejudicam a atividade econômica.

Há expectativa no mercado sobre a postura de Warsh, caso seja confirmado no cargo. Embora já tenha defendido publicamente uma redução significativa dos juros, analistas avaliam que o economista tende a adotar uma abordagem mais dependente dos dados econômicos na tomada de decisão.

No Brasil, as atenções se voltaram para os dados do mercado de trabalho divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pnad Contínua. A taxa média anual de desemprego caiu para 5,6% em 2025, o menor nível desde o início da série histórica, em 2012. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024 (6,6%).

A população desocupada somou 6,2 milhões de pessoas, queda de 14,5% na comparação anual, enquanto a população ocupada atingiu recorde de 103 milhões. O nível de ocupação chegou a 59,1%, também o maior da série.

Mesmo com a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, o mercado de trabalho manteve desempenho robusto. Segundo analistas, o crescimento do emprego se concentrou em setores menos dependentes de crédito, como serviços, setor público, informação, comunicação e atividades financeiras.

O avanço da renda, impulsionado pela valorização do salário mínimo e pela maior formalização do emprego, ajudou a sustentar o consumo, sobretudo de serviços e bens não duráveis. No mercado formal, o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 2,8%, alcançando 38,9 milhões, enquanto a taxa de informalidade recuou para 38,1%.

O rendimento médio real subiu 5,7% em 2025, para R$ 3.560, e a massa de rendimentos alcançou um novo recorde, de R$ 361,7 bilhões.

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