Segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 18 de agosto de 2015
Depois de um dia de sobe e desce, o dólar fechou em leve queda nessa segunda-feira. A moeda norte-americana caiu 0,02%, terminando o dia cotada a 3,4823 reais para venda.
No mês, a divisa acumula uma alta de 1,68%. No ano, o crescimento totaliza 30,98%. Na máxima da sessão, o dólar chegou a avançar acima de 3,50 reais, acompanhando o movimento de outros mercados emergentes em meio à expectativa de alta de juros nos EUA. Na mínima do dia, atingiu 3,4612 reais. “O mercado está bastante vazio. Qualquer cotação faz preço, não precisa ser lote expressivo”, declarou o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo Abucater.
Uma alta nos juros dos EUA tende a tornar o país mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil. Por isso, a expectativa sobre o aumento da taxa costuma motivar movimentos de alta do dólar em relação ao real.
Operadores vêm afirmando que parece cada vez mais claro que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, começará a elevar os juros em breve, com boa parte apostando já no mês que vem. “O dólar abriu acompanhando o exterior, mas voltou para onde deveria. Na ausência de notícias, é normal o mercado ficar mais cauteloso”, segundo explicou o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.
Agentes financeiros evitavam fazer grandes apostas em meio à apreensão sobre a crise política no Brasil, que deu uma leve trégua na semana passada após a aproximação do governo com o Senado. Mas ainda temiam que golpes à credibilidade do País afastem capitais do mercado brasileiro, perspectiva que vem pressionando os ativos financeiros domésticos nas últimas semanas.
Protestos
No domingo, milhares de pessoas foram às ruas no País protestar contra o governo da presidenta Dilma Rousseff, mas o contingente de manifestantes foi menor do que em atos anteriores. “O protesto veio em linha com o que estava na conta. Não houve surpresas”, disse o operador de uma gestora de recursos internacional.
“As manifestações foram grandes, mas menos intensas que as anteriores. E isso o mercado já havia colocado no preço”, explicou o operador da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa. Na manhã dessa segunda-feira, o BC (Banco Central) deu continuidade ao seu programa de interferência no câmbio e vendeu a oferta total de até 11 mil contratos de swap cambial tradicional, que equivalem a venda futura de dólares, para a rolagem do lote que vence no próximo mês. Ao todo, o BC já rolou 4,899 bilhões de dólares, ou aproximadamente de 49%, do total de 10.027 bilhões de reais e, se continuar neste ritmo, recolocará todo lote. (ABr)
Os comentários estão desativados.