Domingo, 08 de fevereiro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Dona da Fiat estuda produzir carros chineses no Brasil

Compartilhe esta notícia:

O SUV elétrico C10 será o primeiro carro da Leapmotor a desembarcar no Brasil; o porte do modelo é comparável ao do Jeep Commander. (Foto: Divulgação)

Após escolher Zaragoza (Espanha) para produzir veículos da sócia Leapmotor na Europa, a Stellantis move seus tentáculos a fim de definir onde produzirá os carros elétricos da marca de origem chinesa no Brasil. As conversas para se chegar a um consenso seguem a pleno vapor – e devem se intensificar nos próximos meses. E são três principais pilares que vão definir essa nacionalização.

Inicialmente, a prioridade da Leapmotor International, joint venture entre Stellantis e Leapmotor, era estabelecer um local de produção na Europa. Como revelado pela agência Reuters e confirmado por “Autoesporte”, a planta de Zaragoza foi escolhida especialmente pelo custo da mão de obra, que é mais em conta do que em outros países do continente.

No entanto, também pesou na escolha a existência prévia de uma linha dedicada a EVs, bem como o investimento de até € 4,1 bilhões em uma fábrica de baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) – por meio de parceria 50/50 com a gigante chinesa CATL.

Com a situação na Europa resolvida, Stellantis e Leapmotor agora olham com mais cuidado para a América Latina, outro mercado considerado fundamental para o sucesso da marca chinesa. Fontes, inclusive, já garantiram que haverá produção local. Isso porque as empresas creem que apenas assim serão capazes de escalar o negócio.

Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis América do Sul, em coletiva realizada em janeiro passado, já havia comentado sobre essa possibilidade. “A operação [da Leapmotor] irá começar com carros importados, mas dificilmente creio que teremos crescimento sem a localização dos nossos produtos. Estamos trabalhando em várias frentes para isso”, disse à época o executivo.

Para definir quando e onde será essa produção nacional, três fatores são fundamentais. O primeiro deles é que a produção local, segundo fontes, ainda está atrelada aos volumes e, por conseguinte, ao segundo motivo: a aceitação da marca Leapmotor no mercado brasileiro.

A última questão é que a Stellantis já avalia qual de suas fábricas no país poderá receber a operação. A princípio, a fabricante de maior operação no Brasil tinha preferência pela unidade de Porto Real (RJ).

Fontes, contudo, apontam a unidade de Goiana (PE) como a favorita, por ora, a receber a Leapmotor. Trata-se de uma fábrica mais moderna, com capacidade para absorver tal operação. E mais: os chineses, especialmente, veem nos incentivos concedidos na Região Nordeste um ponto crucial em sua estratégia, a fim de combater a rival BYD – esta, por sua vez, instalada em Camaçari (BA).

Além disso, Goiana também é favorecida por conta da logística, especialmente na seara de exportação. Caso a produção local, de fato, se torne uma realidade, os embarques dos veículos no Porto de Suape seriam um facilitador. Até mesmo porque o objetivo, evidentemente, é tornar o Brasil o principal hub do continente.

Além disso, interlocutores indicam que o país é visto como uma importante ferramenta para a Leapmotor International no futuro. Caso a operação no Brasil “vingue”, as duas parceiras podem estreitar ainda mais a sociedade em âmbito global.

E tudo isso passa ainda, claro, por investimentos. Para que a Leapmotor faça carros no país, haverá a necessidade de nova injeção de dinheiro por parte da Stellantis. A marca chinesa não se encaixa no aporte de R$ 30 bilhões anunciado pelo grupo em suas operações no Brasil.

Por fim, é importante salientar que a Stellantis também tem interesse na localização de baterias. Todavia, o grupo poderá ainda se aproveitar da já citada fábrica espanhola para suprir as necessidades dos veículos elétricos da Leapmotor montados em território brasileiro.

Bom dizer que, por aqui, a BYD já faz baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) no Polo Industrial de Manaus (PIM), mas direcionadas a veículos comerciais. A BorgWarner é uma fabricante não OEM que pretende fazer o mesmo a partir de 2026. (Com informações do Valor)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Parcela de brasileiros que trabalham do Brasil para o exterior cresceu 53% em 2024
A Receita Federal espera receber até 3,7 milhões de declarações do Imposto de Renda de contribuintes que vão prestar contas pela primeira vez
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar