Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de setembro de 2026
A produtora Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, prevê entregar nesta sexta-feira (4) à Polícia Federal (PF) documentos sobre o filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ideia inicial era fazer a entrega até a sexta-feira passada, mas o prazo acabou adiado, segundo fontes ligadas a ela, pela dificuldade de coletar os documentos internacionais sobre o filme.
Nessa quinta-feira (3) pela manhã, a informação passada a CNN é que o sócio majoritário do braço internacional da empresa ainda não teria encaminhado todos os documentos. Como a CNN revelou na semana passada, a Polícia Federal procurou a produtora pedindo que ela contribuísse voluntariamente com informações sobre o filme.
O e-mail, segundo relatos, foi encaminhado há uma semana, no dia 18 de agosto, por um delegado da Polícia Federal lotado em Brasília, ao qual foi anexado um ofício detalhando o pedido.
Nele, é solicitada “a apresentação voluntária da documentação comprobatória da produção cinematográfica”, como faturas pagas, invoices realizados dentro e fora do país, contratos, aditivos, demonstração de despesas, comprovantes das origens dos recursos empregados e dos financiamentos.
A defesa disse, em um primeiro momento, entender que se tratava de pesca probatória, mas, após obter mais informações das autoridades, informou que colaboraria. Na ocasião, a produtora divulgou uma nota reafirmando a regularidade na execução do filme, que conta a história de Jair Bolsonaro.
Recursos
A Go Up, produtora responsável por “Dark Horse”, afirmou em nota que o recebimento de uma parcela até então desconhecida de recursos para a produção, transferida pelo banqueiro Daniel Vorcaro, foi informado à Justiça de São Paulo. Segundo a empresa, o valor consta da prestação de contas apresentada ao Judiciário em junho deste ano.
O esclarecimento foi divulgado após reportagem publicada na terça-feira (1º) pela revista Piauí revelar que Vorcaro transferiu, em setembro de 2025, mais de US$ 1,6 milhão, o equivalente a cerca de R$ 8,5 milhões na cotação daquele período, para um fundo responsável pelo financiamento do filme.
Com esse novo aporte, o total de recursos transferidos pelo banqueiro para a produção chegou a US$ 12,3 milhões. O valor, que não havia sido divulgado anteriormente, contrasta com uma declaração feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a qual as transferências de Vorcaro para o projeto já haviam sido interrompidas.
Em posicionamento encaminhado à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a Go Up afirmou que os recursos recebidos foram utilizados integralmente na realização do filme e que todas as movimentações financeiras foram incluídas na documentação apresentada à Justiça.
“A Go Up reitera que todos os recursos de capitalização recebidos para a produção do filme foram integralmente destinados à sua produção. A respectiva prestação de contas foi apresentada à Justiça de São Paulo em 10 de junho de 2026, na qual já está incluído o último aporte de capitalização, realizado em setembro de 2025, objeto de reportagens recentes”, diz a nota da produtora.
A empresa também confirmou que houve uma tentativa de transferência de uma nova parcela em outubro de 2025. De acordo com a Go Up, porém, a operação não chegou a ser concluída e, por isso, o valor não foi efetivamente recebido pelo fundo responsável pelo financiamento da obra.
“Essa operação, entretanto, não foi processada e concluída no âmbito do sistema financeiro brasileiro e, consequentemente, os respectivos recursos não foram recebidos pelo fundo e disponibilizados à produção do filme”, diz a empresa. (Com informações da CNN e da coluna Painel, da Folha de S.Paulo)
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