Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de novembro de 2023
O ex-presidente dos EUA Donald Trump confirmou que comparecerá à posse de Javier Milei no dia 10 de dezembro, em Buenos Aires, informou a assessoria de imprensa do presidente eleito nesta quinta-feira (23).
O ex-presidente americano conversou por telefone com Milei para parabenizá-lo pela vitória sobre Sergio Massa, atual ministro da Economia, com uma margem expressiva de votos, no último dia 19 de novembro.
Segundo o comunicado, o novo presidente argentino terá uma reunião com Trump assim que assumir a Casa Rosada.
Em entrevista à TV argentina, Milei disse que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, “será bem-vindo” à cerimônia. Um movimento interpretado como uma tentativa de aproximação após ter afirmado durante a campanha que não se reuniria com o petista por ser “corrupto” e “comunista”.
Lula se pronunciou sobre a eleição de Milei em uma rede social e desejou sorte ao novo governo, mas não citou o nome do vencedor.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi convidado para a posse durante uma ligação feita no dia seguinte ao da divulgação do resultado das urnas e deve viajar à capital argentina.
Nesta última semana, o presidente eleito se reuniu com o presidente Alberto Fernández para iniciar a transição de governo.
Decisões
A partir do dia 10 de dezembro, quando tomar posse, Javier Milei terá de tomar algumas decisões importantes de política externa, uma delas é o grau de envolvimento da Argentina com o Mercosul. Três dias antes da cerimônia, no dia 7, Lula passará a presidência rotativa do bloco para o presidente do Paraguai, Santiago Peña.
Crítico contumaz do bloco, Milei chamou o Mercosul de “estorvo” e sugeriu a possibilidade de retirar a Argentina.
“O Mercosul é uma união aduaneira de má qualidade, que cria distorções comerciais e prejudica todos os seus membros”, disse o então candidato libertário.
O risco fez diplomatas brasileiros e europeus acelerarem a aprovação de um tratado de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia. Não se sabe ainda se eles conseguirão concluir o acordo antes da posse.
Outra decisão será o que fazer com o Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que em agosto aprovou a entrada de outros seis membros – incluindo a Argentina. Durante a campanha, Milei desprezou o bloco de países emergentes. “Nosso alinhamento geopolítico é com EUA e Israel”, afirmou. Resta saber se ele manterá sua posição depois de assumir o poder.
Os comentários estão desativados.