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Mundo Donald Trump disse que o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama estava pronto para atacar a Coreia do Norte

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Donald Trump (E) e Barack Obama. (Foto: Reprodução)

Os Estados Unidos estavam à beira da guerra. Enquanto o presidente Barack Obama se preparava para deixar o cargo, ele planejava mais um conflito na Ásia, onde os EUA já haviam lutado duas vezes desde os anos 1950 sem ganhar. Mas dessa vez o inimigo tinha armas nucleares, e o potencial de devastação era enorme.

O presidente Donald Trump vem dizendo ao público ultimamente que seu antecessor esteve na borda do precipício de um confronto com o Estado rebelde que possui armas nucleares. Pelo modo como Trump conta a história, os jatos estavam praticamente saindo dos hangares.

“Acredito que ele teria ido à guerra com a Coreia do Norte”, disse Trump no Jardim das Rosas da Casa Branca na sexta-feira (15). “Acho que ele estava pronto para ir à guerra. Na verdade, ele me disse que estava muito próximo de iniciar uma grande guerra com a Coreia do Norte.”

A ideia de que Obama, que famosamente se equivocou sobre um único ataque de míssil contra a Síria, que não tem armas nucleares, para puni-la por usar armas químicas contra seus próprios civis, teria iniciado uma guerra total com a Coreia do Norte parece difícil de imaginar, para dizer o mínimo.

Mas essa conjetura se tornou parte da narrativa de Trump ao se autocongratular por procurar a Coreia do Norte para fazer a paz. O argumento é que se Obama ainda estivesse no cargo ou se alguma outra pessoa o tivesse sucedido os EUA teriam invariavelmente acabado confrontando a Coreia do Norte com agressão armada para reverter seu programa de armas nucleares.

Mas a diplomacia de Trump evitou esse resultado supostamente inevitável, o que significa que foi um sucesso, apesar de a Coreia do Norte até hoje não ter eliminado uma única ogiva nuclear ou abandonado seus mísseis. “Teria sido uma guerra que poderia ser a Terceira Guerra Mundial, para ser franco com vocês”, disse Trump em uma reunião do gabinete em janeiro.

“Se fosse qualquer outra pessoa, e não eu, vocês estariam em guerra agora”, disse ele a repórteres alguns dias depois. “E eu posso lhes dizer que o governo anterior estaria em guerra agora se fosse prorrogado. Vocês estariam neste momento numa bela, grande e gorda guerra na Ásia com a Coreia do Norte se eu não fosse eleito presidente.”

É impossível provar uma negativa, é claro, mas ninguém que trabalhou com Obama endossou publicamente essa avaliação, nem qualquer dos livros de memórias que surgiram de seu governo revelam uma discussão séria sobre ação militar contra a Coreia do Norte. Vários veteranos da era Obama fizeram questão de desmentir a caracterização de Trump na sexta-feira.

“Não estávamos à beira da guerra com a Coreia do Norte em 2016”, escreveu no Twitter Ben Rhodes, vice-assessor de segurança nacional de Obama. John Brennan, diretor da CIA sob Obama, disse. “O presidente Obama nunca esteve prestes a iniciar qualquer guerra com a Coreia do Norte, grande ou pequena”.

Trump baseia seu argumento na única conversa mais longa que ele teve com Obama. Em novembro de 2016, Obama convidou o homem eleito para sucedê-lo à Casa Branca para uma conversa durante 90 minutos sobre as questões que o esperavam.

O relato de Trump dessa conversa evoluiu com o tempo. No início, ele disse que Obama lhe falou que a Coreia do Norte seria o maior desafio de política externa do novo governo, o que parece plausível. Só que mais tarde Trump acrescentou a suposta conversa sobre a guerra. O escritório de Obama não quis comentar na sexta-feira, mas ex-assessores disseram que não houve consideração ativa de opções militares na época.

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