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Mundo Donald Trump emprega filha e volta a ser acusado de conflito de interesses

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Jared Kushner (E) com sua mulher, Ivanka, durante comício de Donald Trump em junho de 2016 (Foto: Reuters)

Ivanka Trump, a filha do presidente Donald Trump que recentemente ganhou uma sala na Casa Branca junto à equipe de conselheiros políticos do pai e acesso a informações confidenciais, se tornará agora, oficialmente, uma funcionária do governo. O anúncio foi feito pela própria Ivanka, na quarta-feira (29), em meio a críticas sobre o obscuro papel que ela vinha desempenhando no governo desde que Trump assumiu o poder.

A filha mais velha do presidente será agora “assistente especial” do pai, mas não receberá salário, como também ocorre com seu marido, Jared Kushner, que é conselheiro do sogro desde janeiro. Ivanka já vinha participando de encontros de Trump com líderes estrangeiros, como com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com os primeiros-ministros Shinzo Abe (Japão) e Justin Trudeau (Canadá).

A indefinição sobre o papel da empresária na Casa Branca era só um dos problemas do governo Trump que, para críticos, justificariam a cassação do presidente por conflito de interesses. “É uma relação sem precedentes na Casa Branca”, diz James Nelson, ex-juiz da Suprema Corte do Estado de Montana e assessor legal da organização Free Speech for People, que lidera uma campanha com mais de 917 mil assinaturas para iniciar um processo de impeachment contra Trump.

“Assim como Ivanka, outros dois filhos de Trump, Donald Jr. e Eric [que assumiram o controle da Organização Trump antes da posse] continuam tocando seus negócios enquanto se fazem presentes na Casa Branca. Eles acham que não há conflito de interesses”, diz.

Segundo o The New York Times, Ivanka passou o controle de sua marca de roupas e acessórios para sua principal diretora, Abigail Klem, mas continua tendo poder sobre a empresa.

Donald Jr. e Eric têm menos penetração no governo que a irmã, mas são alvo de críticas pela proximidade que demonstram com congressistas em eventos oficiais e pelos altos gastos do governo com segurança para suas viagens de negócios. Com a decisão de se formalizar como assessora, Ivanka estará sujeita agora às mesmas regras que outros funcionários do governo — inclusive à legislação sobre crimes de conflito de interesses.

Segundo sua advogada, Jamie Gorelick, Ivanka preencherá todos os formulários de declaração financeira exigidos de funcionários da Casa Branca. A grande questão agora é se a oficialização de Ivanka no cargo configura nepotismo sobre a lei de 1967, que proíbe que um funcionário público, inclusive o presidente, contrate um familiar. Em 1977, Jimmy Carter foi impedido pelo Departamento de Justiça de indicar o filho para um cargo não remunerado na Casa Branca com base nessa lei.

No caso de Kushner, o Departamento de Justiça concluiu que a indicação era legal, já que outra lei, de 1978, dá autoridade ao presidente para apontar os membros de sua equipe sem considerar restrições anteriores. (Folhapress)

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https://www.osul.com.br/donald-trump-emprega-filha-e-volta-ser-acusado-de-conflito-de-interesses/ Donald Trump emprega filha e volta a ser acusado de conflito de interesses 2017-03-30
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