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Mundo Donald Trump exige que “cerca de sete” países se juntem a uma coalizão para patrulhar o Estreito de Ormuz do Irã

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O presidente se recusou a identificar os países fortemente dependentes do petróleo do Oriente Médio com os quais o governo negocia. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no domingo (15) que exigiu que cerca de sete países enviem navios de guerra para manter aberto o Estreito de Ormuz, mas afirmou que seus apelos ainda não receberam compromissos, enquanto os preços do petróleo disparam durante a guerra com o Irã.

O presidente se recusou a identificar os países fortemente dependentes do petróleo do Oriente Médio com os quais o governo negocia para formar uma coalizão que patrulhe a região.

O Estreito de Ormuz é a via marítima no Oriente Médio por onde passam embarcações transportando cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural do mundo. O Irã diz controlar o canal e tem atacado embarcações comerciais que passam por lá.

“Estou exigindo que esses países venham e protejam seu próprio território, porque é o território deles”, disse Trump sobre o estreito, afirmando que a rota marítima não é algo de que os EUA precisem, já que têm seu próprio acesso ao petróleo. Ele falou com jornalistas enquanto voltava para Washington vindo da Flórida a bordo do Air Force One.

Trump disse que a China recebe cerca de 90% de seu petróleo pelo estreito, enquanto os EUA recebem uma quantidade mínima. Ele também se recusou a comentar se a China participará da coalizão.

“Seria bom ter outros países policiando isso conosco, e nós ajudaremos. Trabalharemos com eles”, afirmou.

Divisão

À medida que a guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã entra em sua terceira semana, líderes europeus se veem divididos entre as exigências belicosas do presidente Donald Trump por ajuda para reabrir o Estreito de Ormuz e sua profunda relutância em ser arrastados para o conflito. Vários líderes reagiram com preocupação e apreensão nessa segunda-feira às críticas de Trump pela falta de ação, com alguns rejeitando explicitamente seu pedido para enviar suas marinhas para uma zona de risco, mesmo enquanto a guerra continua a pressionar para cima os preços globais de energia.

Em meio a pressão do líder republicano – que criticou nessa segunda-feira a falta de “entusiasmo” de aliados de Washington ao seu apelo para proteger a navegação no estreito –, ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) reuniram-se em Bruxelas para discutir a possibilidade de ampliar a missão naval do bloco no Mar Vermelho. A ideia é encontrar formas de ajudar a reabrir o estratégico Estreito, cuja navegação foi amplamente interrompida desde o início da guerra, em fevereiro. Segundo Kaja Kallas, principal diplomata da UE, o bloco avalia opções para garantir a segurança da passagem marítima.

“É do nosso interesse manter o Estreito de Ormuz aberto, e é por isso que estamos discutindo o que podemos fazer nesse sentido”, disse Kallas ao chegar para a reunião com chanceleres europeus.

Ao mesmo tempo, autoridades reagiram com irritação ao alerta de Trump de que seria “muito ruim” para o futuro da Otan, a aliança militar do Ocidente liderada pelos Estados Unidos, se os países europeus não se juntarem a Washington em seu esforço para reabrir a rota vital para petroleiros que transportam petróleo, gás e fertilizantes. No sábado, ele havia sugerido em uma publicação nas redes sociais que “muitos países, especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz”, enviariam navios de guerra.

Embora as pressões econômicas sobre autoridades europeias sejam reais, há também um sentimento de déjà vu. Líderes na Europa e em outras partes do mundo lembram bem da última vez em que um presidente americano pediu a aliados que reunissem forças no Oriente Médio: em muitas partes do continente europeu, a invasão do Iraque em 2003 é vista como um erro custoso, impulsionado por informações falhas sob insistência do então presidente George W. Bush. As informações são da agência de notícias AP e do jornal O Globo.

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