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Mundo Donald Trump leva bronca de juiz em tribunal nos EUA: “Apenas responda”

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Ele testemunhou no caso em que foi acusado com dois de seus filhos por inflacionar durante anos o valor de seus ativos imobiliários.

Foto: The New York Times
Ele testemunhou no caso em que foi acusado com dois de seus filhos por inflacionar durante anos o valor de seus ativos imobiliários. (Foto: The New York Times)

Donald Trump testemunhou nesta segunda-feira (6), em Nova York, nos Estados Unidos, no caso em que foi acusado com dois de seus filhos por inflacionar durante anos o valor de seus ativos imobiliários. O ex-presidente americano chegou a acusar o juiz por parcialidade, o que levou a autoridade a ameaçar interromper o depoimento.

No banco de testemunhas, Trump acusou as autoridades legais de prestarem muita atenção aos seus negócios depois de ter vencido as eleições presidenciais de 2016. “Tenho certeza de que o juiz decidirá contra mim porque ele sempre decide contra mim”, afirmou o ex-presidente.

Engoron alertou Trump dizendo que poderia removê-lo do banco das testemunhas se não respondesse diretamente às perguntas.

“Você pode me atacar, pode fazer o que quiser, mas, por favor, apenas responda à pergunta”, disse ele ao ex-presidente.

“Senhor Kise, você pode controlar seu cliente? Este não é um comício político. Isto é um tribunal”, disse Engoron, dirigindo-se ao advogado de Trump, Christopher Kise.

Em outro momento, quando o ex-presidente resistiu a responder a uma pergunta de sim ou não de um advogado do escritório de James, Engoron de manifestou novamente.

“Recebemos outro discurso [de Trump como resposta]”, disse ele a Kise. “Eu peço que você o controle, se puder. Se não conseguir, eu o farei.”

Este é um dos quatro casos nos quais Trump, favorito entre os republicanos para as eleições presidenciais de 2024, é réu atualmente nos Estados Unidos. O julgamento ganhou mais importância no fim de setembro, quando o juiz Arthur Engoron, que preside a sessão, decidiu que a “fraude contínua” foi comprovada.

Conforme Engoron, o gabinete da Procuradoria-Geral do estado de Nova York já tinha provado que Donald Trump e os diretores do seu grupo haviam “supervalorizado” os seus ativos entre US$ 812 milhões e US$ 2,2 bilhões entre 2014 e 2021 (cerca de R$ 2,1 bilhões e R$ 12,2 bilhões).

Trump reconheceu que a sua empresa não forneceu estimativas precisas do valor de torres de apartamentos, campos de golfe e outros ativos. Ele tentou minimizar a importância das estimativas feitas pelos procuradores.

“Eles simplesmente não eram um elemento muito importante no processo de tomada de decisão do banco, e explicaremos isso à medida que este julgamento avançar, à medida que este julgamento maluco avançar”, disse Trump.

Como o processo é civil e não criminal, Trump não pode ser preso, mas uma condenação pode ter grandes impactos monetários. O ex-presidente pode ser impedido de fazer negócios na cidade e o julgamento coloca em risco o império imobiliário que Trump construiu em Nova York.

 

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Vanderlei Ochoa
7 de novembro de 2023 11:29

Essa direita se acha a dona do mundo.

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