Quinta-feira, 02 de Abril de 2020

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Capa – Caderno 1 Donald Trump relembrou as vítimas do 11 de Setembro e fez um discurso contra o terrorismo, 16 anos após a série de atentados que marcou a História

O presidente norte-americano e a primeira-dama Melania dedicaram um minuto de silêncio às vítimas. (Foto: Reprodução)

Nessa segunda-feira, em seu primeiro evento alusivo aos atentados de 11 de Setembro desde que assumiu a Presidência dos Estados Unidos (em janeiro deste ano), Donald Trump participou na capital do país, Washington, das homenagens às 3 mil vítimas fatais do atentado que chocou o mundo há 16 anos.

Ao lado da primeira-dama, Melania Trump, ele fez um minuto de silêncio na Casa Branca e se posicionou nos jardins da mansão presidencial às 08h46min, horário exato em que o primeiro avião sequestrado pela rede terrorista al-Qaeda colidiu contra uma das torres do edifício World Trade Center em Nova York em 11 de setembro de 2001.

Em seguida, ambos se dirigiram ao Pentágono, onde o líder republicano discursou contra o terrorismo em uma cerimônia comandada pelo secretário de Defesa, Jim Mattis. Trump elogiou repetidamente a coragem dos socorristas que salvaram vidas no atentado.

Nascido em Nova York, o polêmico presidente norte-americano frequentemente cita os ataques terroristas para elogiar os policiais e bombeiros que trabalharam no resgate de vítimas e citá-los como exemplo de obstinação. Mas ele também já criticou o então presidente George W. Bush por sua reação aos ataques, acusando o correligionário de falhar na proteção aos seus cidadãos.

“Neste dia, o mundo mudou, mas todos nós também mudamos”,afirmou Trump, relembrando os ataques que traumatizaram o país e levaram os Estados Unidos a lançar uma vasta ofensiva militar no Afeganistão para derrubar do poder o regime da milícia Talibã, que supostamente protegia os cérebros dos atentados.

“A América não pode mais ser intimidada”, frisou. “Trabalhamos para que não haja jamais refúgio de onde possam lançar ataques contra o nosso país. Eles não terão onde se esconder.” Após defender por muito tempo, antes de sua eleição à presidência, a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, no final do mês passado ele anunciou que pretendia enviar soldados adicionais, sem citar números – cerca de 11 mil combatentes norte-americanos estão no país asiático.

Marco Zero

Enquanto Trump e Melania prestavam homenagens na Casa Branca, no mesmo horário vários pontos dos Estados Unidos também dedicaram um minuto de silêncio às vítimas do 11 de Setembro. O ponto de maior convergência, obviamente, foi o chamado “Marco Zero”, área de Nova York onde se localizavam os dois arranha-céus derrubados.

Em seguida, iniciou-se a leitura por ordem alfabética dos nomes das vítimas dos atentados, em meio a lágrimas dos presentes. A sessão foi interrompida uma única vez, por um segundo minuto de silêncio às 9h05min, quando o segundo avião atingiu a Torre Sul.O rito já é uma tradição na cidade a cada aniversário do ataque. 

Milhões de pessoas se reuniram em torno do monumento construído no local. Dentre os presentes na cerimônia estavam o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, e o seu antecessor Michael Bloomberg. Também compareceram familiares de vítimas, como Rob Fazio, que perdeu o pai no atentado. “Eu virei aqui todos os anos, pelo resto da minha vida. É de onde tiro forças”, destacou, emocionado.

No total, quatro aviões foram sequestrados por membros da rede Al-Qaeda com o objetivo de atacar o World Trade Center e o Pentágono. A quarta aeronave caiu em um campo na Pensilvânia. De todas as equipes de emergência enviadas ao local no dia da catástrofe, os bombeiros de Nova York foram os que mais sofreram, com 343 mortos no momento dos ataques e 150 falecidos posteriormente, vítimas de problemas relacionados ao trabalho de resgate.

“Os nossos corações continuam tão abalados quanto em 11 de setembro de 2001”, escreveu na rede social Twitter a embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley. “Nunca nos esqueceremos daqueles que perderam a vida e sempre nos lembraremos do sentimento de força e de unidade que compartilhamos depois desse drama”, completou.

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